O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 22/10/2018

Ao descortinar o século XX, a contemporaneidade, marcada pelo advento do viés tecnológico e pela remodelação das relações interpessoais, permitiu o avanço da medicina com a consolidação de diversas medidas preventivas e anticoncepcionais. No entanto, a conflituosa adequação dos indivíduos quanto à proteção sexual contribuiu para a alta incidência das doenças sexualmente transmissíveis, configurando um alarmante problema de saúde pública. Nesse sentido, há dois fatores que não podem ser negligenciado tais como, a falta de medo e conscientização.

Em primeira análise, cabe pontuar que o jovem brasileiro deixou de ter medo à certas doenças, o que desencadeia uma certa negligência, principalmente, quando o assunto é se prevenir. Acreditam que isso ‘’nunca vai acontecer’’ com eles. Ademais, a carência de prevenção no ato sexual vem se disseminando na vida da população brasileira, deixando-os vulneráveis a contaminação  . A camisinha é o único meio que realmente previne contra essas doenças, tais como, AIDS, sífilis, gonorreia, dentre outros. Ao contrário do que muitos imaginam, a invenção da camisinha é bem antiga,em 1300 a.C. os egípcios utilizavam um envoltório sobre o pênis feito de linho, pele e materiais vegetais. Desse modo, percebe-se a necessidade de orientar os jovens a essa problema de saúde pública.

Outrossim, vale ressaltar que apesar das informações sobre as DSTs ( Doenças Sexualmente Transmissíveis) circularem livremente, especialmente, com o advento das redes socais, a omissão de informações contribui para o aumento de casos no Brasil. Muitos jovens não sabem que existem vacinas, não recebem orientações do pais, devido acharem que sexo ainda é assunto tabu, com isso acaba gerando desinformação. Outro fator importante é o estigma a respeito dessas doenças, o que faz com que muitas pessoas não recorram aos servições médicos, nem recebam tratamentos com medo de serem humilhadas se alguém souber.

É evidente, portanto que as doenças sexualmente transmissíveis ainda se manisfesta de forma crescente e preocupante, embora exista métodos de prevenção. Dessa forma, o Ministério da Saúde deve, em ações conjuntas com a população, criar centro de debates, afim de desconstruir qualquer estigma em torno do assunto. Tal ação terá a função primordial de conscientizar sobre os riscos de uma relação sexual sem preservativos. Ademais, é preciso que a mídia, que possui grande influência na sociedade moderna, divulgue campanhas orientando os jovens sobre os sintomas das doenças, onde e como fazer exames, na perspectiva de diminuir o número de infectados no Brasil.