O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 18/10/2018

Promulgada pela Organização das Nações Unidas, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Nesse sentido, o aumento de infectados pelas doenças sexualmente transmissíveis(DSTs) no Brasil tem acarretado uma série de problemas que ferem esse direito. A problemática esta relacionada não só à educação sexual do indivíduo, mas também à falta de exames pré-natais, necessitando-se de medidas para atenuar os entraves.

Deve-se pontuar, de início, que a educação sexual, sobretudo do jovem, está muito aquém do esperado. Quanto a essa questão, percebe-se que uma grande parte dos jovens não utiliza proteção durante o ato sexual, fato comprovado por uma pesquisa divulgada no site da UOL, a qual revela que mais de 40% dos entrevistados fizeram sexo casual sem o uso de preservativos. Dessa forma, o público juvenil fica à mercê de contraírem doenças como o HIV, sífilis e HPV, afetando drasticamente a sua saúde e vida social.

Vale ressaltar, também, os problemas envolvendo a mãe portadora de uma DST. A respeito disso, nota-se o crescimento da sífilis congênita, como mostram os dados do Ministério da Saúde: entre 2014 e 2015, ocorreu um aumento de 19% de sífilis congênita, passada da mãe para o bebê durante a gestação. Assim, infere-se que a falta de exames pré-natais, importantes exames para verificação da saúde da mãe, e tratamento da sífilis têm afetado milhares de bebês, os quais podem sofrer consequências devastadoras, desde problemas do sistema nervoso até a morte do recém-nascido.

Portanto, medidas são necessárias para reverter essa situação. Cabe ao Estado conscientizar o público mais jovem, por intermédio de campanhas veiculadas nas redes sociais, principal meio de comunicação deles, que incentivem o uso de proteção durante o ato sexual, mostrando os benefícios desse ato e as consequências devastadoras que as DSTs podem trazer. Outrossim, cabe ao Ministério da Saúde intensificar a atenção à sífilis congênita, por meio da disponibilização de exames pré-natais gratuítos, os quais, por exemplo, poderão ser realizados em espaços especiais criados no meio público, a fim de garantir o direito à saúde e bem-estar da população.