O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 19/10/2018

Saúde. Descaso. Humilhação. Cada vez mais os brasileiros vêm se preocupando menos com a prevenção de forma adequada em relação às doenças sexualmente transmissíveis, as quais, conforme evidenciado pela Organização Mundial da Saúde, estão relacionadas ao aumento do número de mortes. A fim de reverter esse cenário caótico, é essencial que se debata sobre a problemática na sociedade.

Em primeira análise, segundo Platão, filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, o importante não é apenas viver, mas viver bem. De forma análoga, suas palavras remetem, em nossos dias, à vulnerabilidade que muitos jovens possuem ao negligenciar o uso de preservativos ao iniciar a vida sexual. Destarte, torna-se clara a carência de ações governamentais mais firmes em busca da disseminação de informações sobre a proteção sexual, uma vez que, num Estado Democrático de Direito, é inaceitável essa triste realidade.

De acordo com dados do G1, site de notícias online, de 2007 a 2013, os casos de sífilis por transmissão sexual entre os jovens na cidade de São Paulo aumentaram 603%. Tal fato alarmante, infelizmente, pertence à realidade brasileira, no entanto, é um quadro que pode ser amenizado com a intervenção do Estado.

Fica evidente, portanto, que o governo deve propor medidas assistencialistas, que auxiliem esses jovens e adolescentes desprovidos de instruções, por meio de projetos educacionais, com a ajuda das escolas e dos meios de comunicação, através de palestras, debates e campanhas, no intuito de disseminar conhecimento que foque na valorização da vida e nas consequências das doenças. Espera-se, com isso, que os ideais do filósofo Platão sirvam como conscientização para que esses garotos e garotas deixem de sentir medo e possam assim despertar amor e valor pela própria vida.