O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 22/10/2018

Cazuza foi um artista que encarou a aids e ajudou na tentativa de quebrar tabus em uma época em que a doença dizimava multidões em todo o mundo. Infelizmente, ações de certos indivíduos e instituições presentes na sociedade brasileira vão em contra partida à luta do cantor e garantem o crescimento do número pessoas infectadas por DSTs. Nesse sentido, deve-se analisar os seguintes aspectos: a banalização de doenças como HIV e a transferência de responsabilidade sobre assuntos considerados tabus entre a escola e a família.

Primeiramente, o aumento de infectados ao longos dos anos torna o problema alarmante. Segundo informações do Target Group Index da Kantar IBOPE Media, o uso de preservativos nos relacionamentos tem caído entre 2012 e 2017, especialmente no grupo de 18 a 44 anos. Isso se deve ao fato da geração mais nova ter perdido o medo da AIDS, visto que não vivenciaram o auge da doença que afetou milhões de pessoas, entre eles, o artista Cazuza e, devido ao uso de métodos contraceptivo que evitam a gravidez e proporcionam a prática de relações sexuais sem proteção. Tal aspecto, demonstra o relaxamento da população, principalmente, os jovens, com o uso de preservativos.

Outrossim, a escola e a família representam os dois maiores pilares na construção de um individuo e, por isso, devem atuam em união. De acordo com Andrea Ramal, educadora, escritora e Doutora em Educação pela PUC-Rio, a família e a escola tem atuar em conjunto com o objetivo de formar uma pessoa completa, com todas as suas capacidades. Porém, no Brasil, vê-se com muita frequência que, a família joga para a escola a responsabilidade de abordar assuntos como doenças transmitidas pelo contato sexual e, é muito comum que, a escola devolva para a família a responsabilidade de falar sobre sexo e suas consequências. Com isso, o maior prejudicado é o aluno, justamente aquele que deveria ser preservado.

Em virtude dos fatos mencionados, a escola e a família tem que atuar juntos com o propósito de refrear os índices de crescimento no número de contagiados por DTSs. Sendo assim, as escolas em parceira com o Ministério da Educação precisam trazer a discussão sobre doenças sexualmente transmissíveis por meio de aulas de educação sexual ofertadas em aulas de biologia para o Ensino Médio, no intuito de normalizar o tabu a respeito do sexo. Além disso, a escola deve ofertar às famílias de estudantes palestras que mostrem a necessidade de conversar sobre sexo com os filhos por meio de dados obtidos pelo IBGE sobre o aumento de contágios a fim de evitar a transferência de responsabilidade e proteger alunos e filhos por meio da educação. Assim, será possível diminuir o número de infectados por DTSs e proporcionar um hábito sexual protegido.