O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 26/10/2018
Durante a Idade Média, um surto de sífilis atingiu a Europa e passou a ser conhecido como o castigo das Américas aos seus colonizadores. Dessa forma, a partir das evoluções médicas as doenças sexualmente transmissíveis (DST’s), como a sífilis, ganharam tratamentos e prevenções reduzindo casos em todo o mundo. Porém, o Brasil está em oposição a essa tendência, pela falta de educação sexual constante e vergonha de exposição dos doentes. Sendo assim é essencial analisar tais problemas.
Em primeiro plano, vale destacar que a ausência de uma educação sexual periódica contribui no acréscimo de casos no país. Em sua maioria, a escola aborda o tema de forma superficial e rápida, pois os educadores julgam os estudantes como imaturos. Porém, essa atitude colabora para que os alunos tenham informações mínimas e achem que sabem o suficiente sobre sexualidade e as profilaxias durante a relação. Segundo uma notícia divulgada pelo site UOL, apenas 40% dos jovens se preveniram durante o sexo, o que confirma uma ideia breve sobre o tema.
Outro fator a ser mencionado é a timidez de exposição dos doentes. Conforme especialistas da Unicamp (Universidade de Campinas), a não prevenção e o não tratamento diminui para a sociedade os reais riscos das DST’s, incluindo a morte. Tal afirmação se dá pela vergonha ou abandono das terapias de pessoas que adquirem alguma dessas patologias, visto que muitas são julgadas pela comunidade após relatarem o fato.
Portanto, debater sobre a situação oposta do Brasil diante das doenças sexualmente transmissíveis é primordial. O Ministério da Saúde, em parceria com as escolas, deve elaborar uma grade curricular que trate da educação sexual em cada fase escolar do aluno, desde o fim do ensino fundamental até o ensino médio, períodos que os adolescentes começam a ter vida sexual, por meio de debates, pesquisas e trabalhos avaliativos, a fim de aprofundar e gerar o senso crítico de aluno sobre o tema. Ademais, a mídia deve criar campanhas sobre as DST’s no Brasil, por meio de estatísticas e testemunhos, para causar impacto e criticidade social.