O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 22/10/2018
O filme dirigido por Jean-Marc Vallée, Clube de Compras Dallas, tem como temática a vida de um homem heterossexual acostumado a ter atitudes preconceituosas e praticar atos sexuais sem preservativo. Quando recebe o diagnóstico de AIDS, influenciado por sua homofobia, imediatamente ignora e subestima a doença. O longa retrata um problema ainda muito comum na sociedade atual: a grande resistência de muitos portadores de DSTs. Com isso, é necessário analisar o aumento de infectados por DSTs no Brasil e suas causas.
A princípio, é importante salientar que segundo o Ministério da Saúde, em 2005, os casos de HIV passaram de 16,2% para 33,1% por 100 mil habitantes, na sua faixa etária de 20 a 24 anos. Isso porque o grande problema é que os jovens continuam negligenciando, principalmente quanto ao uso de preservativo. Desde que a AIDS deixou de ser uma “sentença de morte”, ou seja, que as pessoas podem tomar remédios e conviver com o vírus, os cuidados com prevenção diminuíram.
Além disso, faz-se importante ressaltar que além da AIDS, sífilis, gonorreia e clamídia registraram, em apenas um ano, aumento de 15,1%, 5,1% e 2,8%, respectivamente, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano. A Secretaria de Saúde de São Paulo informou que o salto da sífilis foi de 2694 em 2007 para 18951 em 2013. A doença, detectada pela primeira vez na Europa medieval, volta em forma de epidemia no Brasil.
Portanto, para dirimir esses problemas, algumas ações são necessárias. A fim de conscientizar os jovens, focando na valorização da vida e nas consequências das doenças, é necessário mostrar o caminho percorrido por quem negligencia o uso da camisinha e as perdas - emocionais, sociais e físicas - que isso pode causar. A camisinha deve ser encarada como algo essencial, bem como o cinto de segurança. Ademais, as DSTs também precisam deixar de ser tabu entre os pais. A fim de receber informações e apoio familiar, os pais ou responsáveis devem trabalhar o lado familiar, já que com uma abordagem mais efetiva podem ajudar a desmistificar as DSTs nos dias de hoje. Dessa forma, será possível combater o aumento de infectados, o preconceito e o estigma.