O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 27/10/2018
Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), são doenças infecciosas adquiridas, na maioria das vezes, através da relação sexual desprotegida. O número de infectados por elas, no Brasil, cresceu significativamente. Diante disso, faz-se necessário a conscientização da população sobre esse fato e o incentivo a realização de exames para diagnóstico.
O sociólogo Alexandre Grangueiro, especialista na área da saúde, associa o aumento dos infectados pelas DSTs, no país, a falsa crença, principalmente pelos jovens, de que todas essas doenças possuem cura. Com isso, os jovens se expõem demais considerando desnecessário o uso do preservativo. Seguindo esse pensamento, é perceptível que, apesar da sociedade, em geral, ter certo conhecimento sobre o assunto, uma boa parte da população acredita em informações equívocas como, por exemplo, considerar que existe cura para a AIDS.
Esse pensamento, associado a não realização de exames para detecção de DSTs, tem influenciado no contágio de doenças como a sífilis, por exemplo. Diversas pessoas, seja por medo, vergonha ou não conhecimento da disponibilidade de exames gratuitos, no sistema único de saúde brasileiro, para diagnóstico dessas doenças, não buscam saber se possuem ou não algum tipo de infecção. Demonstrando isso, uma pesquisa, disponibilizada na plataforma UOL, revelou que mais de 70% dos entrevistados nunca realizaram o teste de HIV (AIDS) mesmo alguns deles já terem tido relações sexuais desprotegidas. Esse fato é perigoso, pois o não diagnóstico contribui para a infecção de outras pessoas.
Portanto, para reduzir a contaminação por DSTs, é necessário que o Ministério da Saúde, juntamente ao Ministério da Educação, promova palestras educativas, nas instituições de ensino, sobre o que são doenças sexualmente transmissíveis, como podem ser contraídas e demais. Além disso, pessoas, que tenham tido uma dessas doenças, podem ser convidadas para, caso desejem, voluntariamente relatarem sobre as transformações na vida delas após o diagnóstico; ressaltando a importância do uso do preservativo e a realização de exames frequentemente.