O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 24/10/2018

Ao longo da história da humanidade, as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), como sífilis, descoberta no século XV, têm acometido pessoas de diversas classes sociais e países. Conquanto, mesmo após a descoberta da penicilina na década de 40, a ocorrência desses tipos de afecções e de outras que surgiram no século passado, ainda persiste, principalmente entre jovens, devido à maior liberdade sexual iniciada nas décadas de 80 e 90. Destarte, em vista de se caracterizar um grave problema de saúde pública no Brasil, é indubitável a necessidade de sua abordagem, bem como de medidas para o seu combate.

Nesse sentido, segundo o Ministério da Saúde (MS), mais de 10 milhões de brasileiros possuem DSTs, dentre as quais, enquadram-se: sífilis, HPV, gonorréia, herpes genital e HIV, cujos números de casos são comprovadamente maiores na faixa etária de 15 e 24 anos. Essa realidade decorre da contínua negligência do uso do preservativo, somada a um sentimento de liberdade no que diz respeito à quantidade de parceiros. Além disso, o constante estímulo midiático desde a tenra idade dos telespectadores por meio de séries, novelas e comerciais com cenas apelativas influenciam e estimulam precocemente os indivíduos ao sexo sem compromisso, sem fomentar, na mesma medida, as precauções necessárias.

Outrossim, a substituição da construção de um futuro sólido pela busca do prazer instantâneo do presente, como o filósofo e sociólogo Zygmunt Bauman alegoriza por meio de seu livro “Modernidade Líquida”, faz com que a geração presente torne-se isenta de preocupação com o contágio das doenças, acarretando, diminuição da prevenção. Assim, a prevalência de casos das afecções citadas tem aumentado, pelo fato das pessoas saberem que muitas delas possuem tratamento, inclusive a AIDS. Dessa forma, apesar de medidas públicas serem adotadas, algo preocupante tem surgido, talvez como força motriz da negligência com os cuidados: a ausência do medo de possíveis contágios.

Portanto, face ao inquietante entrave, é indispensável a necessidade de soluções para tal. Para isso, faz-se mister o Ministério da Saúde, juntamente com a mídia desenvolverem campanhas que elucidem a população sobre as consequências da falta de uso da camisinha, por meio de comerciais explicativos sobre diversas doenças sexuais, com o objetivo de torná-la mais consciente e cautelosa. De igual modo, as escolas em parceria com as famílias precisam abordar essa problemática em seus âmbitos, por meio, respectivamente, de debates, explicações e conversas, a fim de que tabus sejam quebrados, incentivada a seletividade dos parceiros e trabalhada a autovalorização. Logo, será construído um futuro sólido e saudável para a sociedade.