O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 24/10/2018

O filme brasileiro chamado Boa Sorte, com a atriz Deborah Secco, relata a história de Judite, que por ser portadora de HIV (Aids) e usuária de drogas, fica internada sem expectativa de vida, até vir a óbito. Apesar de ser só mais uma longa-metragem, esse filme representa a realidade da vida de muitos portadores de DST ( Doença Sexualmente Transmissível ). Decorrente da falta de conhecimento e de importância dos jovens, e a omissão sobre esse assunto no âmbito familiar, esse problema vem se agravando na sociedade.

Embora a mídia não mostre muitos casos, a quantidade de DST’s cresce a cada ano no Brasil. Conforme o Ministério da Saúde, em 2009 foram registados mais de 10 milhões de brasileiros com sintomas de algumas doenças, entre elas a sífilis ou gonorreia. Sobre esse ângulo, vale ressaltar que a principal causa da DST é o sexo sem proteção, e a mídia só faz propaganda de doenças e camisinhas quando chega o período de carnaval. E os jovens estão deixando de se cuidar, colocando suas vidas em risco por acharem que esses vírus são de difícil contaminação.

Outrossim, é pensar que doenças sexualmente transmissíveis é um perigo apenas para os jovens. Apesar de ser a minoria, pessoas com mais idade e crianças também estão sujeitas aos vírus e bactérias, por meio de transfusão de sangue ou gestação. Dessa forma, é mais que necessário essa conversa no ambiente familiar, por falta da mesma, os filhos crescem sem uma preocupação da vida sexual, e os casais podem descobrir problemas mais tarde, e acabar passando um para o outro. Tudo isso devido à falta de iniciativa para aprender de um assunto tão importante.

Diante do exposto, percebe-se que o Ministério da Saúde precisa investir em propaganda não apenas no carnaval, mas sim no ano todo. Mostrando na TV e redes sociais o perigo de não se prevenir no ato sexual e incentivando os exames anualmente. E também promovendo palestras nas escolas e faculdades sobre as doenças,como elas funcionam e como se prevenir, para abrir a mente dos das pessoas e as ensinar a levar esses aprendizados à suas futuras famílias. Assim, esse mal ficará apenas nos filmes, e não fará parte da vida dos jovens que ainda tem muito para viver, como Judite, que pensava em tudo que perdeu por não se prevenir.