O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 01/11/2018
As DSTs tem origem nas primeiras civilizações, o culto aos deuses era intenso e a promiscuidade era algo comum, sendo esse, um dos motivos para o surgimento dessas doenças. Desta forma, o termo doenças venéreas tem sua origem na História Antiga, em referência à Vênus, a deusa do amor. Atualmente, o casos de doenças sexualmente transmissíveis, principalmente AIDS, sífilis, gonorreia, clamídia e HPV, crescem de forma preocupante no Brasil em razão do desuso de preservativos e falta de conscientização. Nesse sentido, convém analisar esse aumento e possíveis soluções para mediar esse problema.
A priori, as ocorrências de sífilis em São Paulo cresceram por volta de 600% em seis anos. Já em relação a AIDS, os dados foram positivos, registrados pelo Ministério da Saúde, no ano de 2016 foram apontadas cerca de 38 mil novas pessoas portando o vírus, mas em 2017 houve uma queda nos índices para aproximadamente 17 mil. De fato, os casos de sífilis não diminuem porque as pessoas perderam o medo da doença, isto é, passaram a não utilizar métodos preventivos nas relações sexuais pelo incomodo e falta de educação. Logo, isso confirma o pensamento do pacifista Mahátma Gándhí, ‘‘As doenças são os resultados não só dos nossos atos, mas também dos nossos pensamentos’’.
Outrossim, houve uma mudança do comportamento dos jovens que se relacionam com seus parceiros, já que 34% dos portadores de HIV de 18 à 24 anos. não realiza tratamento com antirretrovirais, embora eles sejam o principal grupo de risco, ninguém está imune a uma DST. Segundo a médica Márcia Cardial da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), ‘‘DST virou tabu no país, ninguém mais toca no assunto e o pior é que se minimiza o real risco de contágio’’. Por isso, muitos portadores de qualquer tipo de doença sexual, evitam conversar com entes queridos ou até mesmo com especialistas por vergonha ou medo do preconceito.
Em suma, as DSTs são atualmente um problema de saúde pública no Brasil e necessárias de serem combatidas. Portanto, o governo pode propor uma ação conjunta do Ministério da Saúde e do Ministério Comunicação, com investimentos em iniciativas, como campanhas públicas de conscientização e mutirões dos profissionais da área da saúde, para a realização de exames e testes rápidos para a sociedade, com o intuito de informar e controlar a disseminação de infecções e posteriormente, de doenças.