O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 30/10/2018
O importante não é viver, mas sim, viver bem. Consoante ao pensamento platônico, a qualidade de vida tem tamanha importância que chega a ultrapassar a própria existência. No entanto, o que se nota, hodiernamente, é que o ideal filosófico nem sempre compreende a todos os indivíduos, já que há um grande percentual acometidos pelas DST’s. Esse cenário caótico, que tem se elevado, revela, possivelmente, a mudança comportamental do jovem, bem como o desconhecimento sobre o assunto como propulsores dessa realidade daninha no Brasil.
Mormente, é preciso considerar, sob o viés histórico, que as transformações sociais ocorridas ao longo do tempo fizeram do século XXI um período no qual vive-se sob a égide do hedonismo. Tal conceito, proposto desde o renascimento, pode ser correlacionado a atual vida dos jovens, que vão além na busca insana pelo prazer imediato. Essa mudança de comportamento resulta em um maior número de indivíduos adeptos a relações sexuais, além de uma ampliação dos parceiros para a realização do ato que, todavia, vem acompanhado de uma banalização acerca das consequências quando a relação indispõe de preventivos. De fato, o que se verifica é um retrocesso viabilizado pelos mais jovens, que mistificam doenças como sífilis e aids e as colocam como sendo de fácil tratamento. Dessa forma, aumenta-se a rejeição ao uso da camisinha e abre brechas para que mais pessoas sejam afetadas.
Concomitantemente a esse prisma sociocultural, quando o renomado filósofo Levy Vygotsky afirma que a escola não deve se distanciar dos aspectos da vida social de seus participantes, corrobora-se a necessidade de eixos como “A consciência sexual” serem desenvolvidos nas instituições educativas. De forma contrária a essa lógica, a educação brasileira pouco introduz ações pedagógicas que reflitam sobre a necessidade de se debater o tema, principalmente pelo fato de ser tratado como tabu na sociedade e ser evitado por muitos familiares. Ademais, a bancada conservadora que compõe o congresso nacional inviabiliza muitas das tentativas de preparar os mais novos para a vida sexual segura, o que os deixam menos informados acerca das possíveis doenças e mais vulneráveis a manipulações dos parceiros que também pouco entendem.
Convém, portanto, que a organização civil de psicopedagogos pressione o Estado para a aprovação de leis que viabilizem uma parcial reformulação na grade curricular dos Ensinos Fundamental e Médio, ao inserir conteúdos voltados a “Educação Sexual” adaptados à compreensão de cada série, de modo que o aluno obtenha conhecimento suficiente para evitar os perigos das DSTs. Outrossim, compete também as escolas uma convocação mensal dos pais, por meio de reuniões e debates com sexólogos sobre a temática, com o fito de levar as informações para além das salas de aula e, assim, romper tabus sociais