O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 30/10/2018

Na década de 80 quando o vírus HIV foi descoberto, a população ficou apavorada, uma vez que ser diagnosticado com AIDS era como uma sentença de morte. Com os avanços na área da medicina, atualmente é possível levar uma vida normal mesmo sendo soropositivo. Tal fato tornou as pessoas cada vez menos despreocupadas, construindo uma relação inversamente proporcional com o acometimento das demais DST’s, que não param de crescer, configurando-se como um alarmante problema de saúde pública.

Em primeira instância, evidencia-se que as doenças sexualmente transmissíveis, podem levar o indivíduo a infertilidade, a abortos espontâneos e até mesmo a morte. Partindo desse viés, cabe ressaltar que apesar da facilidade na distribuição de medicações e tratamentos hoje oferecidos pelo SUS, não deve ser criado um comodismo na população, que deve continuar se protegendo com a utilização das camisinhas, a fim de diminuir os preocupantes números atuais.

Outrossim, é importante destacar o papel dos jovens nessa problemática, uma vez que por estarem começando sua vida sexual sem muitas informações, acabam sendo os mais afetados. Consoante ao pensamento de Schopenhauer de que todas as pessoas tomam os limites de seu próprio campo de visão pelos limites do mundo, percebe-se que a educação básica deficitária, pouco prepara os cidadãos no que tange respeito as doenças sexualmente transmissíveis, o que contribui para a permanência do problema e suas implicações.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser cabidas a fim de alterar o cenário atual. O Ministério da Saúde deve promover mutirões para a realização de testes rápidos e deve criar campanhas de informações de todas as DST’s por profissionais de saúde. Já o Ministério da Educação deve incluir nas escolas, educação sexual obrigatória a fim de tirar possíveis dúvidas dos adolescentes. Deste modo, a população deixará de tratar esse tema como um tabu e colocará a saúde em primeiro lugar.