O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 01/11/2018

As DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), em sua origem chamadas de doenças venéreas, são infecções transmitidas, especialmente, através de relações sexuais, e tem suas raízes em antigas civilizações, onde a promiscuidade era algo comum. Tais doenças, são consideradas no Brasil um problema de saúde pública, e não deveria ser diferente, pois, estão em constante disseminação. O problema, porém, é como combater este problema milenar, em uma sociedade moderna, que tem índices elevados de LGBTs, os mais propensos a contrair DSTs.

Segundo estudo do instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz, que contou com a participação de 600 homossexuais, mostrou que 40% já tinham sido expostos a pelo menos um dos dois tipos de HPV (papilomavírus humano), 8% foram diagnosticados com HIV — um percentual quase 20 vezes maior que o encontrado na população brasileira em geral. Números extremamente preocupantes.

Além disso, a situação fica ainda mais preocupante, quando é analisado o número total de LGBTs no Brasil. Com o fim de estimar a população que não se considera heterossexual, a Universidade de São Paulo, em 2009, organizou uma pesquisa em 10 capitais do Brasil, 7,8% dos homens diziam-se homossexuais e 2,6% bissexuais, um total de 10,4%; 4,9% das mulheres diziam-se lésbicas e 1,4% bissexuais, um total de 6,3%. O estudo concluiu, portanto, que a população assumida no país é maior que a média mundial.

Por consequência dos grandes índices de LGBTs no Brasil, o combate a DSTs deve ser intensificado, por meio de políticas públicas para conscientização, principalmente em ambientes que estes frequentam. Outro fator que intensifica o aumento das doenças entre esses indivíduos é a homofobia, pois, intimida toda a classe, diminuindo o interesse de, por exemplo, ir a mercados e farmácias para comprar preservativos. Tal problema deve ser tratado também, intensificando a pena para crimes de homofobia. Tanto as políticas públicas, como o maior rigor no combate à homofobia, necessitam ser aprovados pelo congresso e referendados pelo poder executivo.

Em resumo, as DSTs atacam a todos, mas, os índices presentes na comunidade LGBT é assustadoramente superior, sendo assim, a forma mais eficiente de diminuir a porcentagem dessas doenças é combatendo-as onde elas se encontram com mais frequência.