O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 31/10/2018

Viver é isso, ficar se equilibrando o tempo todo entre escolhas e consequências. A citação do filósofo francês do século XX, Jean-Paul Sartre, revela a necessidade do ser humano considerar, previamente, os resultados de suas ações. Nesse sentido, convém utilizar o mesmo raciocínio de liberdade e poder de escolha para debater os porquês do aumento das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s) em um contexto onde os jovens brasileiros não optam pelo uso de preservativos durante as relações sexuais, apesar dos riscos.

A princípio, aumento da transmissão das DST´s, alude-se à displicência e à falta de informação, principalmente entre os jovens, dos riscos nas relações sem proteção. De acordo com os dados divulgados pelo site de notícias UOL, mais de 21% dos indivíduos entre 15 e 24 anos acham que existe cura para a AIDS, o que, infelizmente, representa a visível falta de conhecimento e a consequente eufemização da problemática. Dessa maneira, a precoce irresponsabilidade comportamental da juventude brasileira torna-se um fator determinante na transmissão de doenças, pois, à medida que as consequências são desconhecidas, as escolhas - como a de optar pela proteção - não são consideradas.

Ademais, outro fator que contribui para a manutenção da problemática diz respeito ao preconceito em relação aos indivíduos reféns das doenças venéreas, o que faz com que eles demorem para fazer testes e procurar tratamento precocemente. Essa realidade foi exemplificada no filme “Clube de Compras Dallas”, ao representar a grande resistência de muitos portadores de DSTs que recusam-se a obter tratamento. Destarte, se o diagnostico é tardio, aumenta o risco de transmissão, inclusive de gestantes para os fetos, como é o caso da sífilis congênita, que coloca em xeque a qualidade de vida não apenas da mãe, mas também do filho.

Desse modo, a elaboração de medidas efetivas é imprescindível para manter o equilíbrio diante dessa problemática e minimizar seus efeitos. Para isso, o Governo deve levar à população informação sobre DSTs e métodos de prevenção mediante propagandas nas mídias de grande impacto - como Rede Globo, SBT e Record - a fim de diminuir a propagação de doenças. Ademais, as escolas devem promover aulas menos conteudistas e mais tangíveis à realidade do aluno, por meio de rodas de debates e alertas sobre as formas de prevenção dessas enfermidades bem como os perigos que representam ao ser humano. Isso pode ser feito convidando médicos e outros profissionais da área de saúde, que informem e debatam de maneira didática, natural e eficiente, de modo que rapidamente haja melhora desse quadro indesejável.