O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 01/11/2018
Era comum, na Antiguidade e na Idade Média, um grande número de mortes por conta de doenças sexualmente transmissíveis(DSTs), que eram consideradas castigo aos pecadores. Hodiernamente, após várias revoluções técnico-científicas, as mortes não são mais tão comuns, mas o número de pessoas com DSTs tem aumentado após um longo período de pouca incidência. Tal retrocesso ocorre por conta da falta de consciência da população e pela negligência estatal, os quais representam sério risco a toda a sociedade.
Em primeira análise, percebe-se que as pessoas deixaram de ter medo das doenças, uma vez que a tecnologia permite o tratamento delas. Exemplo disso é que, entre jovens, apenas pouco mais de 50% utiliza camisinha nas relações sexuais, segundo o site UOL, fator que aumenta muito o risco de transmissão desses males. Dessa forma, por pouco se preocuparem e só pensarem no prazer mas não nas consequências, as pessoas são infectadas e também transmitem doenças, como HPV e HIV, hoje consideradas pandemias pela OMS, por estarem presentes em todos os continentes.
Além disso, a negligência estatal é fator fundamental para que os números de casos continuem crescendo. Exemplo disso é a precária educação sexual nas escolas, que, por ser considerada um tabu, é ignorada nesse ambiente e acarreta sérias perdas, pois de nada adiantam as companhas de distribuição de preservativos durante o carnaval, por exemplo, se não há uma educação firme sobre esse tema. Assim, os jovens que saem do ambiente escolar tem precária ou nenhuma informação sobre a prevenção e os perigos dessas doenças.
É imprescindível, portanto, que o Ministério da Educação deve, além de regulamentar a educação sexual nas escolas, fazer parcerias com as Mídias privada e pública para divulgação de campanhas sobre prevenção e combate às DSTs, por meio de propagandas e discussões com profissionais da área, haja vista o grande alcance e influência disso, para que esses males sejam erradicados e para que a situação dos tempos passados não seja novamente uma realidade.