O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 31/10/2018

De acordo com o cientista Isaac Newton, quando um corpo encontra-se em movimento, tende a permanecer nesse estado, até que uma força maior e de sentido contrário o contenha. Nesse sentido, o aumento de infectados por doenças sexualmente transmissíveis no país pode ser comparado com essa constatação física, haja vista que os casos crescem de forma expressiva ao passar dos anos.Isso se evidencia pela liquidez nas relações em consonância a falta de educação sexual.

Em primeiro plano, segundo o filósofo Bauman, as relações humanas são marcadas pela liquidez e o carácter efêmero. Assim, relações sexuais sem compromisso, impulsionadas pelos aplicativos de namoro - como o Tinder-,em concomitância com a negligência do uso de preservativo, corroboram sistematicamente para o aumento do número de casos de patologias sexuais. Para exemplificar, há um grande surto de gonorréia no Brasil, em que já não há tratamento, porquanto a bactéria causadora resiste a todos os tipo de antibióticos. Dessa maneira, é inadmissível que a recusa da proteção sexual seja ainda um dilema no tecido social.

Além disso, é indubitável que a falta de educação sexual é responsável pelo aumento dessa doenças entre o público jovem. Nessa perspectiva, existe um tabu sobre a discussão do sexo, sobretudo entre os responsáveis de meninas, haja vista que a lógica patriarcal e machista impede que o debate seja feito de maneira assertiva e saudável. Com isso, além da gravidez precoce e indesejada, há um grande risco de contágio de uma DST. Dessa forma, é importante que a sociedade enfrente o debate de forma mais eficaz e organizada.

Destarte, a fim de reverter esse quadro nefasto na sociedade brasileira, uma medida é de fundamental importância. O Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério dos transportes, deve implementar o programa de caminhões itinerantes, com a presença de médicos, psicólogos e assistentes sociais. Com o fito de realizar atividades nas principais escolas estaduais, por meio de rodas de conversa, palestras com espacialistas, monitoria de dúvidas anônimas e distribuição de máquinas de preservativos gratuitos. Espera-se, portanto, que haja a formação de um vetor responsável para conter essa problemática no Brasil.