O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 02/11/2018
Durante a década de 1980 foi identificado o primeiro caso de AIDS no Brasil, desde então a busca pela cura de doenças sexualmente transmissíveis e a contínua campanha de alerta à população, principalmente aos jovens, não parou de crescer. Atualmente, a AIDS e as demais DSTs ainda permanecem sendo um obstáculo a ser superado na saúde brasileira, visto que, mesmo após anos de campanhas de prevenção, tais doenças têm tido um crescente avanço, principalmente entre os jovens. Tal avanço se dá principalmente pela falsa ideia de que DSTs são doenças do passado, além disso, a ideia de que a camisinha é usada somente para evitar a gravidez agrava o problema.
Em primeiro lugar, é inegável que a ideia de que DSTs são doenças do passado é comum, o que colabora para o continuo crescimento de tais doenças no Brasil. Atualmente, a cura para algumas doenças sexualmente transmissíveis ainda não existem, porém, já é existente o tratamento eficaz das DSTs, dessa forma, pessoas contaminadas que realizam o tratamento adequadamente podem levar uma vida relativamente normal, tornando-se raros os casos de óbito por tais doenças. Dessa forma, por não ser mais comum mortes por DSTs serem noticiadas, a ideia de que tais doenças não são mais perigosas prevalece sobre a preocupação em preveni-las.
Aliado à isso, está a ideia de que a camisinha é apenas um método anticoncepcional, o que agrava o problema da falta de prevenção contra as DSTs, visto que, ao utilizarem outros métodos contraceptivos, muitas pessoas acreditam não ser necessário o uso da camisinha, por esse motivo explica-se também o crescimento de tais doenças entre adultos acima de 50 anos, idade em que as mulheres normalmente entram na menopausa. Aliado à isso, muitos jovens preferem não usar camisinha por considerar assim mais prazeroso, negligenciando a prevenção. Segundo a pesquisa “Juventude, Comportamento e DST/Aids”, realizada em 2012, quatro em cada dez jovens brasileiros entrevistados entre 18 e 29 anos admitiram não terem usado preservativo em sua última relação, reforçando o fato citado.
Portanto, é inegável que as DSTs têm crescido continuamente no Brasil, visto que existe na sociedade a ideia que tais doenças não são mais perigosas além da diminuição do uso da camisinha ocasionada pela ideia equivocada de que estas apenas tem a função anticoncepcional. Por esse motivo, é necessário que o Governo Federal e o Ministério da Saúde criem campanhas de conscientização da população, através da TV e das redes sociais, a fim de alertar os brasileiros a certa dos perigos das DSTs e da não prevenção. É fundamental que tais campanhas sejam inseridas no contexto escolar, para que desde cedo as crianças sejam conscientizadas dos perigos de tais doenças e, dessa forma, auxiliar para que as DSTs não perdurem nas próximas gerações.