O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 02/11/2018

Ao abordar a temática das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s) na série “Elite”, produzida pela Netflix, a personagem Marina de 16 anos, tenta conciliar a vida jovem à sua situação de portadora do vírus HIV. Migrando da ficção à realidade, o número de jovens infectados por DST’s no Brasil sofre aumento expressivo. Este incremento se enraíza, contraditoriamente, tanto na negligência, como na falta de informação.

É de conhecimento público que, durante a década de 80, o diagnóstico de HIV prenunciava laudos de morte. Porém, mais de 25 anos após os ocorridos, a disponibilidade de tratamentos, bem como sua gratuidade provocam, sobretudo entre jovens, a errônea sensação de proteção. Consequentemente, 20% da população brasileira acredita que AIDS tem cura ou que são baixos os riscos de infecção, segundo a Pesquisa do Conhecimento, Atitudes e Práticas da População.

Ademais, campanhas publicitárias vinculadas à TV aberta não atingem a repercussão desejada, em decorrência também da perda de espaço da TV para os smartphones. Logo, alegando desinformação ou displicência a respeito dos alertas, 6 a cada 10 jovens não usam preservativos, de acordo com o Ministério da Saúde. Em consonância ao desmazelo, aumentam os casos de gravides indesejada e transmissão congênita de DST’s entre jovens.

Faz-se, portanto, necessária a adoção de medidas plausíveis. Uma possível solução seria a atuação conjunta das famílias e escolas na educação sexual de jovens, apresentando situações de risco, sintomas de infecção e benefícios do uso de preservativos. Além disso, é preciso desmitificar o senso de que os vírus de DST’s se restringem a determinadas sexualidades, também através do diálogo em família. Visto que a desinformação se configura um dos mais perigosos fatores de risco, através destas medidas pode-se tornar possível a diminuição dos índices de infectados.