O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 14/12/2018

No cenário contemporâneo, o desenvolvimento da medicina não foi acompanhado pela redução de pessoas infectadas por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Todavia, este não é um problema recente, no Antigo Testamento da Bíblia havia a gonorreia como uma enfermidade e sinônimo de impureza. No presente momento, as pessoas e principalmente os jovens, perderem o medo dessas doenças, sendo a falta de informação e as mudanças no cenário das práticas e comportamento sexuais os principais fatores para a elevação nos índices de infectados.

Primeiramente, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 60% da população não utiliza preservativos, representando uma grande exposição à doenças e até mesmo gravidez indesejada. Com isso, é evidente que a maioria da população não enxerga como um risco o sexo desprotegido e o cuidado se perde, em grande parte com a estabilidade da relação.

Ainda nesse contexto, nas ultimas décadas houve grandes transformação no comportamento humano afetando diretamente as relações sexuais. Inegavelmente, na década de 1980 com o auge do HIV e a divulgação de casos de artistas e pessoas próximas faleceram devido a AIDS causou o aumento de campanhas e da própria conscientização dos indivíduos. Ademais, em pesquisa realizado pela Secretaria de Saúde de Brasília, 21% dos entrevistados acham que existe cura para AIDS, o que é algo espantoso com a quantidade de informação disponibilizada atualmente.

Diante do exposto, é imprescindível ações governamentais para reduzir os índices de pessoas com DSTs no Brasil. Cabe ao Ministério da Saúde a elaboração de campanhas educativas com foco em jovens de 17 a 25 anos, visando expor as ameças do sexo sem proteção. Dessa forma, a divulgação deve ser realizada nas redes sociais buscando atingir o público alvo e até mesmo evitar a transmissão vertical. Logo, ter-se-á a democratização da informações e da saúde para solucionar os velhos e novos desafios das DSTs.