O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 10/02/2019

Em 1987, Cazuza cantava o meu prazer agora é risco de vida, em alusão ao fato de ter sido infectado pelo vírus HIV em suas aventuras sexuais. Embora, da década de 80 para cá, o Brasil tenha avançado muito no combate ás doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), o número tem aumentado entre os jovens nos últimos anos. Isso se deve não só à mudança de comportamento desse grupo, mas também ao desconhecimento sobre o assunto e ao conservadorismo acerca do sexo.

Em primeiro lugar, tornar-se necessário destacar por exemplo, o aumento exponencial dos casos de sífilis, doença silenciosa e indolor, com percentual acima dos 5.000% (de 1.249 em 2010, para 65.878 em 2015), segundo dados do Ministério da Saúde. Isso se deve principalmente à prática mais intensa de relações sexuais e com maior número de parceiros sem a devida proteção, ainda de acordo com o mesmo órgão.

Além disso, a moçada esquece que a AIDS é uma doença letal, a qual compromete toda a vida de quem é portadora. Nesse mesmo sentido, as demais DSTs são doenças graves e tornam a pessoa infectada muito vulnerável a outros males em sua saúde. E a banalização mais a falta de diálogo aberto sobre o assunto, fazem com que a população se torne negligente quanto a sua própria integridade física, abrindo espaço para essas epidemias se alastrarem com maior rapidez.

Torna-se, urgente que o Governo amplie as campanhas de conscientização de forma mais moderna, baseada no novo perfil do jovem, por meio da criação de APPs, com detalhamento de todas as DSTs e meios de prevenção e incentivo à realização de exames. Ademais, cabe à Mídia fazer um ficção engajada, de forma que todo o espectador possa se conscientizar da importância de falar sobre sexo em casa.