O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 23/05/2019

No livro ‘‘Depois daquela viagem’’ a autora relata a sua experiência sexual, na qual em sua primeira relação foi infectada como vírus do HIV. A partir dessa obra percebe-se que as doenças sexualmente transmissíveis se tornam um obstáculo no desenvolvimento da vida de muitos brasileiros. Logo, vê-se que o problema se da em razão da falta de informações e do tabu presente na sociedade a respeito do assunto.

Em primeira análise, vale destacar o desconhecimento da população em relação aos sintomas e  formação das doenças como fatores motivadores do problema. No processo de infecção, há primeiramente o combate direto entre o sistema imunológico humano e o antígeno, e enquanto toda essa ‘‘disputa’’ está ocorrendo dentro do corpo do indivíduo, o hospedeiro não está sentido nenhum sintoma específico da doença. Diante do exposto, é válido considerar exemplos dessas doenças assintomáticas como a AIDS, contraída pelo vírus do HIV, na qual se alastrou na década de 80 por ninguém ter qualquer conhecimento sobre ela.

Outrossim, destaca-se a proibição social em relação as doenças sexualmente transmissíveis como impulsionador da problemática. Segundo Freud, criador da psicanálise, o sexo pode ser considerado um tabu, ou seja, algo que deve ser contestado ao ser abordado publicamente, impedindo que esse assunto seja debatido com clareza. Por consequência dessa falta de diálogo, além de expor os jovens imaturos a DST’s, os coloca expostos à gravidezes precoces.

Sendo assim, medidas devem ser tomatas para combater o tabu que leva à desinformação. Destarte, urge que o Ministério da Saúde, em parcerias com ONG’s e entidades religiosas, incentive a população a fazer exames preventivos dessas doenças sexualmente transmissíveis. Isso pode ser realizado por meio de campanhas publicitárias, se aproveitando do marketing digital (por possuir um público alvo mais abrangente) a fim de detectarem os sintomas e consequentemente reduzir o número de infectados.

De modo complementar, é necessário que a iniciativa privada (empresas de produtos sexuais) financie campanhas de conscientização. Elas devem ser direcionadas aos pais de adolescentes, oferecendo métodos de como dialogar com seus filhos a respeito de uma vida sexual com o objetivo de quebrar esse tabu, tornando esse assunto mais aberto socialmente. Feito isso, histórias como do livro ‘‘Depois daquela viagem’’ ficariam apenas na ficção.