O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 31/05/2019
Em 1928,o médico escocês Alexander Fleming descobriu um antibiótico natural que revolucionou a medicina moderna.Com o advento da Penicilina,ocorreu um avanço significativo no tratamento de patologias como a Sífilis e Gonorreia.No entanto,apesar do progresso no combate a enfermidades,na conjuntura contemporânea,nota-se o aumento de infectados por Doenças Sexualmente Transmissíveis devido a relações sexuais sem proteção.Nesse contexto,deve-se analisar como a banalização sexual e a negligência governamental impulsionam tal problemática.
Em primeiro lugar,vale salientar que o preservativo é o método mais eficaz na prevenção de infecções sexuais.Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e de pensar.Nesse viés,na sociedade civil é muito comum aos jovens as relações sexuais sem proteção ,na qual expõe esses indivíduos a doenças sexuais comprometendo sua qualidade de vida.Isso ocorre,sobretudo,devido à falta de instrução e ao avanço no tratamento das patologias que gera ao corpo social uma sensação de segurança em relação ao sexo e,consequentemente,corrobora para que os indivíduos não se preocupem em evitar o contato sexual sem preservativo.Desse modo,a falta de proteção favorece o aumento de DSTs no âmbito social.
Outrossim,cabe ressaltar a ineficácia das políticas públicas de prevenção as Doenças Sexualmente Transmissíveis.Acerca disso,a deficiência de campanhas nacionais de prevenção e informação direcionadas às populações de risco e o preconceito velado ao tratar publicamente de sexualidade refletem a negligência do Estado em atuar de maneira precisa na precaução.Tal fato gera um aumento nos gastos públicos em tratamentos a indivíduos infectados devido a ineficaz das políticas públicas de combate as DSTs.Por conseguinte,o Poder Público não cumpre o seu papel de proporcionar aos cidadãos o bem-estar social.
Infere-se,portanto,que é imprescindível medidas para minimizar o desenvolvimento de Doenças Sexualmente Transmissíveis.Logo,a fim de evitar o aumento de infectados por DSTs,cabe ao Ministério da Educação - órgão responsável pela Política Nacional da Educação -incluir na Grade Comum Curricular a educação sexual,por meio de profissionais capacitados,com o objetivo de orientar e instruir os jovens aos métodos contraceptivos corretos e evitar a infecção de doenças sexuais.Ademais,o Ministério da Saúde,por meio de campanhas midiáticas,deve desconstruir qualquer visão de discriminação em relação as DSTs e elucidar a importância da prevenção,com o fito de alcançar o maior número de cidadãos a se protegerem no ato sexual.