O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 27/06/2019

Pós período de Ditadura Militar,o Brasil passou por um sentimento de liberdade e esse foi confundido com a “Libertinagem”. Desse modo,aumentava-se a produção das “Pornochanchadas” e músicas eróticas,ou seja, o desejo de extravasar os anos de censura e opressão. Com isso,as relações sexuais inseguras passou a ser algo presente no cotidiano brasileiro, o que não é diferente do século XXI,tendo em vista o aumento exponencial de infecções sexualmente transmissíveis no país. Nesse sentido,a efemeridade das relações contemporâneas e a falha das instituições,como família e escola,na conversação sobre educação sexual está agravando os casos de infecções.

Em primeiro plano,é importante abordar como a celeridade do mundo contemporâneo contribui para a construção de relações efêmeras. O sociólogo Zygmunt Bauman, retrata esse cenário por meio da sua concepção do “Mundo Líquido”, indicando que as pessoas assim como os líquidos caracterizam-se por não cumprirem forma,solidez. A partir disso,jovens,em principal, mantêm muitas relações e pouco duradouras, as quais são realizadas sem a mínima segurança,haja vista que mesmo inseridos no “mundo da informação” não possuem direcionamento para o uso de preservativo por concepções do senso comum,por exemplo, “Tira prazer usar camisinha”. Isso constrói,portanto, uma conjuntura marcada por jovens cada vez mais propícios à infecções e,consequentemente,suas problemáticas.

Somado a isso, é considerado o comportamento falho das instituições inerentes ao desenvolvimento social dos indivíduos, as quais não sensibilizadas pelo aumento dos números de casos de infecções sexualmente transmissíveis por verem na sexualidade um tabu social. De acordo com o Ministério da Saúde, de 2005 à 2015 a taxa de detecção de doenças sexuais subiu de 16,2 casos para 33,1 em cada mil habitantes,dentre esses,jovens de 20 aos 24 anos. Nessa perspectiva, não realizar ações sociais no combate a esse cenário é um fator preponderante para o seu aumento. Nesse sentido, a escola e a família são responsabilizadas por não debaterem as consequências das relações inseguras e também por não apresentarem métodos positivos e eficazes na prevenção dessas doenças.

Sendo assim,cabe ao Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Saúde introduzir na grade curricular projetos educacionais voltados para a propagação da educação sexual. Esses serão responsáveis por promover palestras com médicos,brincadeiras sobre a importância da camisinha e outros métodos de prevenção,rodas de conversas com pais,alunos,médicos e professores e feiras culturais, para que a população possua acesso ao conhecimento. Essa medida trará como beneficio a ação social da escola,comunidade,família e medicina no combate às infecções,com o fito de desmistificar pensamentos do senso comum. Assim,será possível equilibrar vida social e saúde.