O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 07/07/2019

Com o advento do avanço dos meios de comunicações e da rápida circulação de informações, esperava-se a atenuação dos malefícios sociais, especificamente no que se refere a doenças sexualmente transmissíveis. Contudo, tendo em vista o aumento do número de infectados por DSTs no Brasil, percebe-se a coexistência de entraves que garantem a persistência do impasse. Nesse sentido, torna-se necessário uma análise acerca dos fatores que corroboram e impulsionam este.

A priori, cabe ressaltar que DST configura-se como caso de saúde pública. De acordo com um artigo publicado no G1-site informacional diário-, três em cada cinco pessoas realizam atos sexuais sem o uso de preservativo, sendo os jovens os principais realizadores dessa imprudência. Diante desse cenário, a falta de informações e de uma educação sexual, transforma-se em um dos pilares de sustentação da problemática, haja vista que sem elas,consequentemente, a sociedade fica à margem do senso comum, que muitas vezes não condiz com a realidade.

Além disso, é imprescindível destacar o papel negligente das instituições governamentais. Sob esse viés, apesar da existência de programas de assistência aos infectados, o baixo número de unidades especializadas no assunto faz com que gere dificuldade nos atendimentos e, posteriormente, em resolver o problema. Por conseguinte, há a violação da Carta Magna na qual prevê que o Estado garanta acesso a uma saúde de qualidade e democrática, uma vez que, a população pobre é a mais atingida.

Diante dos fatos Supracitados, urge que o MEC em parceria com as escolas, realize campanhas informacionais e educacionais, no qual por intermédio de palestras ministradas por pedagogos e de cartilhas com depoimentos reais de portadores de DSTs, promova o conhecimento sobre as formas de prevenção bem como a desconstrução de paradigmas ireais. Ademais, para que o atendimento seja mais eficiente e os direitos constitucionais sejam democraticamente garantidos, o Ministério da Saúde deve aumentar a disponibilização de postos especializados, mediante a realização de exames gratuitos e possíveis orientações de tratamento e convivência com o impasse, um vez que algumas ainda não se tem cura como, por exemplo, a AIDS. Por fim, colocando essas ações em prática, o número de doenças sexualmente transmissíveis deixará de aumentar e garantir-se-á uma sociedade com mais saúde.