O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 12/07/2019
Sob análise do século XX, é notório a mudança nas relações interpessoais, como também a evolução presente no campo científico quando considera-se a consolidação de diversas medidas preventivas e contraceptivas. No entanto, a conflituosa adequação dos indivíduos quanto à proteção sexual contribui para uma alta incidência de doenças sexualmente transmissíveis, o que representa um alarmante problema de saúde pública.
Em primeiro plano, deve-se ter em vista as consequências de se relacionar sexualmente sem proteção, no tocante ao risco de contrair doenças ou uma possível gravidez. Sob esse viés, muitas pessoas acreditam ingenuamente que não serão vítimas, pois pensam que é possível perceber um infectado pelo aspecto físico, no entanto, segundo o Ministério da Saúde é errôneo seguir esse pensamento, a partir do momento em que qualquer um, independente de qualquer fator pode apresentar a doença. Ainda segundo esse Ministério, 60% dos jovens brasileiros entre 15 e 24 anos não utiliza preservativos, o que corrobora para consequências, como por exemplo, ao ser infectado por HIV, sífilis e em outros casos, uma gravidez indesejada.
Ademais, é visível que o aumento da transmissão das DST’s, alude-se à displicência e à falta de informação, principalmente entre os jovens, dos riscos nas relações sexuais sem proteção. Isso porque, boa parte desses não vivenciou as endemias de aids nos anos 90, quando não se sabia quase nada sobre a doença e era motivo para grande receio. Além disso, um número considerável desconhece ou ignora o risco das doenças, aliado à falta de informação torna-se um fator determinante para o aumento desses casos. Destarte, a precoce juventude brasileira coloca em xeque, com suas atitudes, a qualidade de vida de muitas pessoas. Isso pode ser explicado pelo fato de ao se comparar a contemporaneidade a 20 anos atrás, há uma despreocupação dos jovens em se proteger tendo em vista que seus ídolos não morrem de aids como nos anos 90 , a exemplo disso, tem-se o Cazuza.
Torna-se evidente, portanto, que o Estado deve tomar providências para melhorar o quadro atual. Para que os jovens encarem de fato a gravidade das DST’s, o Ministério da Saúde deve orientar projetos que promovam a informação em ambientes públicos, centros médicos e educacionais por meio de cartazes educativos e orientações médicas, além de oferecer preservativos tanto em postos como em escolas. Em adição, é importante esse mesmo Ministério em parceria com a mídia, veicular propagandas para que assim a informação seja eficaz e alcance resultado. Dessa maneira, as relações interpessoais serão otimizadas além das doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens ser minimizada.