O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 18/08/2019

Nos últimos anos, é evidente a preocupação frente ao aumento dos casos de infecções sexualmente transmitidas (ISTs) no Brasil. Desde o período do século XVI a.C, a gonorreia já era mencionada no Papiro de Ebers, um dos tratados médicos mais antigos e importantes da história, e na contemporaneidade, essa doença ressurge acompanhada por outras ISTs. Se por um lado, isso ocorre por conta da negligência quanto ao uso de preservativos; por outro, há a confiança excessiva na medicina moderna.

No que se refere a negligência do uso de preservativos, temos  pessoas resistentes. Desta forma, cerca de 52% dos brasileiros nunca ou raramente usam camisinha, tal fato demonstra que os adolescentes não estão preocupados, por pensarem que as ISTs são tratáveis; os homens alegam a falta de hábito; as mulheres apontam a disponibilidade da pílula do dia seguinte (site saúde abril, 2016). Desse modo, consideravelmente, a população criou uma ilusão de segurança no âmbito das ISTs, tendo em vista, a evolução da medicina moderna.

A partir disso, o avanço das práticas médicas no Brasil contribuiu para que a população possua pensamentos despreocupados com o assunto. Segundo a Organização Mundial de Saúde (2016), mais de 1 milhão de pessoas entre 15 e 49 anos contraem ISTs curáveis todos os dias, como por exemplo: clamídia, sífilis, gonorreia e tricomoníase. “A educação é o principal agente de transformação de uma sociedade”, em analogia a Nelson Mandela, significativamente, a educação sexual na sociedade brasileira é crucial.

Portanto, para reverter essa problemática medidas devem ser tomadas pelo Ministério da Educação. Sendo assim, o debate nas escolas públicas e privadas precisam ser fortalecidos; no ambiente de sala de aula com os professores; na visita de profissionais especializados no assunto; na adoção de campanhas midiáticas. Dessa maneira, a erradicação das ISTs curáveis serão propiciadas, o que irá contribuir para uma melhor qualidade de vida da população brasileira somada a saúde econômica do país.