O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 16/10/2019

Entende-se como DSTs ( doenças sexualmente transmissíveis), enfermidades transmitidas por contato sexual sem o uso de preservativo, com alguém que esteja infectado. A conquista de métodos contraceptivos e avanços na medicina simbolizou, não só para causa feminista, como para todo o corpo social, grandes saltos na saúde pública. Porém, dados comprovam um crescimento relativo de DSTs nos últimos anos, denotando um desleixo muito grande em relação a essas doenças por parte dos brasileiros.

O uso dos preservativos constitui o método mais eficaz para a redução do risco de transmissão, em especial do vírus da AIDS, o HIV (vírus da Imunodeficiência Humana). Outras formas de infecção podem ocorrer pela transfusão de sangue contaminado ou pelo compartilhamento de seringas e agulhas. O atendimento e o tratamento das DSTs são gratuitos no serviço de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde).

De acordo com dados do Ministério da Saúde, 40 mil novos casos de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como HIV, sífilis e hepatite, são diagnosticados por ano no país. O que corrobora para o crescimento dos casos de infectados, é a falta de informações adequadas sobre tais doenças, principalmente em regiões mais pobres.

As últimas décadas do século XX, presenciaram inúmeras campanhas combatendo as DSTs, sobretudo o HIV. Nesse âmbito, jovens cresceram com a perspectiva de que essas doenças seriam facilmente “controladas” com o uso de medicamentos, contribuindo para a prática sexual desprotegida, aumentando o índice de infectados, revelando uma sociedade relapsa e desinteressada por informações.

Torna-se evidente a urgência de mecanismos para erradicar o cenário vigente. Convém, ao Ministério da Saúde em parceria com o governo federal o aumento de campanhas midiáticas, alertando a população quanto aos cuidados necessários para a prevenção e aos cuidados, em relação às DSTs, especialmente em áreas de maior incidência. Além disso, compete ao Ministério da Educação complementar na base curricular das escolas, aulas e oficinas que visem a educação sexual dos jovens, envolvendo pais e alunos através de palestras com profissionais da Saúde, discutindo as causas e consequências das mesmas, diminuindo a ocorrência de tais afecções