O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 14/09/2019

De acordo com o filósofo racionalista René Descartes, o erro decorre do mau uso da razão. Por tal motivo, torna-se perceptível o fato de ainda na sociedade hodierna o homem assumir um caráter irracional, já que o aumento das infecções sexualmente transmissíveis são uma triste realidade no Brasil. Portanto, é preciso que se análise os impactos deste infortúnio na terra tupiniquim, uma vez que é impulsionado por mitos e medos.

Antes de tudo, é relevante apontar que aumento de tais enfermidades está associado aos mitos persistentes na sociedade. No período colonial inúmeras negras foram violentadas por crer que o ‘’corpo quente’’ curaria a sífilis, porém, o efeito foi a expansão do vírus. Nesse sentido, o desenvolvimento dos preservativos aliado às políticas de conscientização representou um avanço na prevenção de doenças, bem como no controle de natalidade. Entretanto, de acordo com a revista Saúde, apenas 37% da população se protege constantemente, isso pode ser justificado pela persistência de falácias, por exemplo, a impossibilidade de se infectar no primeiro contato íntimo ou por meio do sexo oral. Seguindo esse raciocínio, a ausência da principal forma de profilaxia é fator crucial na problemática, que por se tratar de doenças que fragilizam o sistema imunológico auxiliam no avanço das taxas de patologias oportunistas, como a tuberculose.

Ademais, é preciso entender como o medo atua nesse desafio. O pavor de estar infectado inibe a aceitação em fazer os exames de comprovação. Segundo a UNAids, programa da ONU, 9,4 milhões de pessoas ainda não sabem que foram contaminadas pelo HIV. Sendo assim, ao considerar que muitas das doenças sexualmente transmissíveis permanecem um tempo sem os sintomas a identificação pode levar anos o que dificulta a tomada de medidas racionais. Em consequência do exposto, verificamos uma estrutura contraditória no Brasil, pois a porcentagem de pessoas que se previnem é muito menor quando comparada ao número de pessoas que praticam atos preconceituosos com os enfermos. Por consequência, a terra de Oswaldo de Cruz, médico que descobriu o T. Cruzi, favorece a continuação do impasse.

Destarte, às prefeituras devem elaborar mecanismos que atuem no curto, médio e longo prazo. Para isso é fundamental que os PSF’s-que possuem como objetivo garantir o artigo 196 da Carta Magna realizem mutirões semestrais para a realização de exames associado ao apoio psicológico com o fim de proporcionar o tratamento das moléstias, outrossim, a promoção das práticas de prudência, feito por meio de palestras e peças teatrais. Assim o ideal racional cartesiano estará mais próximo do país.