O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 19/09/2019
A corrente positivista de Augusto Comte pregava a plena valorização do método científico na qual a sociedade deveria basear suas crenças no poder das ciências. Na contemporaneidade brasileira, essa perspectiva pode ser observada quando se fala sobre o crescimento das infecções sexualmente transmissíveis, haja visto que a ampla confiança nas ciências médicas aliada à desinformação se caracteriza um entrave para a diminuição dessas doenças.
Em primeiro lugar, é válido entender como a sociedade passou de um estágio em que se morria por falta de recursos médicos para um em que se morre por excesso desses. Na Idade Média, a expectativa de vida estava por volta de 35 anos por conta das inúmeras doenças e do pouco desenvolvimento médico. Entretanto essa realidade foi transformada e hoje há cura para diversas doenças, o que causou um certo desdém ao que se refere às infecções sexualmente transmissíveis pois a sociedade se concentra na certeza da cura.
Por conseguinte, hoje se vivencia um cenário em que, apesar das campanhas públicas de incentivo ao uso de preservativos, o número de casos continua em expansão. Por exemplo, um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado em 2017 afirma que a difusão de infecções sexualmente transmissíveis ainda é um problema endêmico global, ou seja, se apresenta de maneira constante.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser estabelecidas para findar a problemática. Primeiramente, o Ministério da Saúde deveria investir em pesquisas para criação de vacinas por meio de incentivo à estudantes da área da saúde para erradicar essas doenças. Como também o Ministério da Educação deveriam criar uma disciplina na Base Nacional Comum Curricular que instrua jovens e adolescentes sobre cuidados com o corpo, por meio de uma linguagem adequada para cada faixa etária para que haja conscientização e consequente prevenção. Desse modo a fidelidade à corrente positivista de Comte não se desvirtuaria.