O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 20/09/2019

A evolução tecnológica, promovida expressivamente após a Terceira Revolução Industrial, permitiu à ciência a realização de avanços, de modo a aumentar a qualidade e expectativa de vida por meio, por exemplo, do desenvolvimento de tratamentos ou cura para determinadas doenças, antes vistas como sentença de morte. Isso fez com que grande parte da população mundial passasse a ignorar enfermidades de risco, como DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), malgrado hajam formas explícitas e eficazes de prevenção. Diante disso, nota-se que o número de pessoas com doença sexual está em ascendência no Brasil, reflexo da falta de atuação do Estado e escassez de informação.

Sob esse viés, mesmo que hajam fortes campanhas públicas de combate a algumas doenças amplamente conhecidas, a exemplo da AIDs e HPV, a outras, também comuns, não é dada a devida importância, nem pelo Estado, nem pela própria sociedade, fato ratificador da carência de conhecimento da população acerca de dadas enfermidades. Isto é, a falta de informação dos cidadãos brasileiros no que diz respeito a DSTs frequentes - como a sífilis que, segundo o Ministério da Saúde, registrou cerca de 87,5 mil novos casos em 2016 -, mas pouco debatidas no meio social, é um dos motivos de crescimento na quantidade de indivíduos infectados. Além disso, essa escassez de saber de alta parcela da população também é perceptível no número pessoas que acreditam na medicina para a cura de qualquer doença sexual, questão que acarreta na despreocupação em se proteger.

Ainda nesse contexto, mostra-se visível a falta de atuação governamental, no que diz respeito a instituição de educação sexual nas escolas, como um empecilho na diminuição de infectados por DSTs no Brasil. Ou seja, o estabelecimento do ensino sobre sexualidade, que possui, além de outros objetivos, o de preparar os jovens à vida sexual de maneira segura e responsável, faz-se uma ação indispensável, já que esses indivíduos estão iniciando esse contato mais cedo, em comparação ao século passado, e, geralmente, de maneira irresponsável e perigosa. Em virtude dessa falta de educação, há no país a naturalização da prática de sexo sem preservativo, ação praticada por quase 40% das jovens, conforme dados do II Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad).

Torna-se evidente, portanto, que, embora hajam métodos eficazes de prevenção, há na maioria dos cidadãos a despreocupação, gerada por falta de informações, em relação a contração de DSTs. Desse modo, com o fito de minimizar o número de infectados por essas doenças, é necessário que o Estado, por meio da instituição obrigatória de educação sexual nas escolas públicas e privadas, leve aos jovens e adolescentes conhecimento acerca desse tema, com o investimento na qualificação de professores para abordarem o tema, em aulas de biologia, por exemplo, para assim agirem de maneira responsável.