O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 25/09/2019
No atual panorama, observa-se que o aumento das DST’s no Brasil não é uma problemática recente, já que se observa desde a eclosão dos movimentos de contracultura do século XX e seus ideais de amor livre. Diante disso, existem fatores que contribuem para a prolongação do problema como o fato de mais da metade da população nacional não usar preservativos e a falta de políticas públicas a fim de reverter essa questão. A princípio, é importante destacar que preservativos, método mais eficaz de proteção contra DST’s, são distribuídos gratuitamente em postos de saúde de todo o país. Entretanto, de acordo com uma pesquisa feita pela Pcap em 2013, seis em cada 10 jovens tiveram relações sexuais sem proteção. O método deve ser indispensável até mesmo em relações com parceiros estáveis, já que muitas vezes as DST’s podem ser silenciosas e assintomáticas.
Ademais, o Estado carece de políticas para a resolução da problemática. A maioria das escolas brasileiras não tratam de assuntos referentes à sexualidade, como transmissão de DST’s, abuso sexual e gravidez precoce em turmas de pré- adolescentes e adolescentes. Tal fato, juntamente com o não uso de preservativos, contribuem para a desinformação e a proliferação desordenada de doenças sexualmente transmissíveis que por sua vez podem causar até mesmo a morte, um exemplo é a morte do cantor Cazuza, que veio a óbito por complicações causadas pelo vírus HIV.
Portanto, cabe ao Estado tomar medidas como: a propagação de campanhas nas mídias sociais e em horário nobre de TV a fim de conscientizar a população acerca de que algumas DST’s podem ser silenciosas, mas que a longo prazo podem ser fatais e como o uso de preservativos é imprescindível em todos os tipos de relação sexual; aulas e palestras escolares em turmas de pré-adolescentes e adolescentes, a fim de informas sobre os riscos das DST’s e a importância do uso de camisinhas. Somente assim, o número de DST’s no Brasil diminuiria.