O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 11/10/2019

Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, os impactos causados pelas doenças sexualmente transmissíveis, impossibilitam que uma parcela da sociedade desfrute desse direito universal, na prática. Nesse contexto, não há dúvidas de que o aumento de infectados, é um desafio no Brasil, o qual ocorre não só pela falta de orientação adequada sobre as doenças e suas consequências, mas também a negligência ao uso de preservativos em relações sexuais.

Vale ressaltar que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Atualmente, ocupando a nona posição da economia mundial, seria racional acreditar que o Estado brasileiro possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto, e o resultado desse contraste é claramente refletido na quantidade de pessoas que não possuem, o mínimo conhecimento de DST’s. Dessa forma, é inadmissível que os jovens não sejam orientados com clareza sobre os riscos de relações sexuais sem o uso da " camisinha “, fazendo com que os adolescentes fiquem expostos a doenças como, herpes, AIDS, sífilis e gonorreia.

Faz- se mister, ainda, salientar a negligência da população, ao praticar o ato sexual sem preservativo, como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Baumam, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da modernidade " líquida " vivida no século XXI. Sobre esse viés, com a justificativa de aumentar o prazer, uma parte da população não utiliza preservativos para terem algum tipo de relação. Porém, as consequências de tal atitude podem ser desastrosas, fazendo com que aumentem o número de doenças sexualmente transmissíveis circulando na sociedade.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas, que visem a construção de um mundo melhor. É imprescindível, que o Governo, associado à Secretaria de Educação, insiram na grade curricular matérias que discorram, sobre os riscos do sexo sem proteção. Além disso, devem promover palestras aos jovens já formados, informando os danos que cada DST traz à saúde, visando diminuir a desinformação e o número de infectados entre os adolescente.  Ademais, cabe à mídia realizar propagandas, reiterando a importância do uso de preservativos, com o objetivo de desmitificar, os pensamentos de que não terá prazer ao usar " camisinha “. Dessa forma, espera-se promover melhoras nas condições educacionais e sociais, fazendo valer o que está escrito na Declaração Universal dos Direitos Humanos.