O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 22/10/2019

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), no mundo são diagnosticados um milhão de novos casos de DST diariamente. Apesar dos avanços farmacêuticos no que tange as camisinhas, a sociedade tem deixado de se prevenir. Tal cenário de fadiga de prevenção, no Brasil, tem exigido novas posturas do Estado e dos brasileiros frente ao aumento de infecções. Assim, é mister que se fortaleça a adesão ao uso de preservativos e se aumente a discussão a cerca da sexualidade.

Primeiramente, vale ressaltar que a oferta de camisinhas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) não tem sido suficiente para resolver a questão. Dados do Ministério da Saúde apontaram um crescimento no número de contaminados pela Sífilis, adquirida por via sexual. Isso, porque no imaginário coletivo uma pessoa doente aparenta algum sintoma, e julgam a necessidade de prevenção a partir disso. Porém a infecção por HIV, por exemplo, pode ser assintomática por anos.

Ademais, a discussão sobre saúde no contexto da sexualidade é um tabu entre os brasileiros que perpetua o contágio por DST. Menos de 20% das escolas de ensino fundamental públicas possuem educação sexual ampla e contínua, segundo pesquisa da doutora em educação Mary Neide Figueró. Essa ausência de dialogo também é presenciada no meio familiar. Por consequência, muitos jovens iniciam suas vidas sexuais sem a devida prevenção.

Dessa forma, urge que o Governo e a sociedade mudem a forma de combate a essas doenças. O Estado, por meio do Ministério da Saúde , deve realizar palestras abertas a população com médicos que instruam a respeito das consequências da contaminação por DST a fim de estimular a prevenção. Aliado a isso, o Ministério da Educação deve promover o ensino de educação sexual em toda rede pública que englobe a família dos alunos, para que a sexualidade seja amplamente discutida e exercida com segurança. Assim, o país caminhará para a diminuição de infecções por Doenças Sexualmente Transmissíveis.