O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 22/10/2019
De acordo com o historiador Marc Bloch, a incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado. De maneira análoga, hodiernamente, o crescimento exponencial das doenças sexualmente transmissíveis têm como fundamento o esquecimento da sociedade contemporânea sobre as experiências vividas antigamente, como o holocausto demográfico imposto pela Aids na década de 80. Dessa forma, o perigo do aumento das DSTs têm reflexo na baixíssima educação sexual no ambiente escolar e na banalização do medo dos indivíduos em contrair tais infecções.
Em primeira análise, é válido ressaltar que o desconhecimento e a negligência dos métodos anticoncepcionais é resultado da despreparação e da falta de informações sobre o assunto. De tal maneira, uma pesquisa realizada pela Unifesp explicita que um terço dos jovens de 14 a 25 anos não utilizam camisinha durante o ato sexual. Nesse hiato, tais dados são preocupantes, o que torna necessário mecanismos que providenciem informações confiáveis sobre os métodos contraceptivos para a população juvenil.
Outrossim, com o avanço da medicina, o sentimento de segurança em relação ao tratamento das DSTs acarreta no desuso dos métodos que previnem a propagação de tais epidemias, como propõe a Organização Mundial da Saúde. Nesse interím, o progressivo avanço da ciência corrobora no desuso de tais métodos, uma vez ao utilizar o tratamento adequado, as infecções não podem causar a morte. Contudo, tais DSTs podem ocasionar em inúmeras consequências para a saúde, como a infertilidade e o aumento do risco de contrair HIV.
Infere-se, portanto,que o Ministério da Educação, aliado ao Ministério da Saúde, atuem por meio de palestras e campanhas, no ambiente escolar e no ambiente urbano, a fim de promover informações e orientações para a sociedade como um todo sobre a sepulcral utilização dos preservativos no combate as infecções sexualmente transmissíveis, além de conscientizar a população sobre a importância dos mesmos. Assim, será possível garantir a compreensão do presente, e, consequentemente, a diminuição das doenças sexualmente transmissíveis no Brasil.