O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 23/10/2019
Promulgada em 1988, a Constituição Federal garante que todos os indivíduos tenham acesso à saúde gratuitamente, além dos direitos indispensáveis. Entretanto, a incidência de casos de DST’s no Brasil é uma problemática que deve ser enfrentada. Isso se evidencia não só pela negligência governamental, como também pela falta de informação nesse quesito.
Primeiramente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças sexualmente transmissíveis afetam uma em casa 25 pessoas no mundo. Tal dado mostra-se alarmante, posto que, apesar de já existirem métodos contraceptivos, o descaso e a ausência do uso de preservativos ainda persistem. Ademais, diariamente surgem mais de um milhão de novas ocorrências. Sendo assim, é inadmissível que autoridades responsáveis não tornem tais estatísticas públicas para os cidadãos e não alertem os efeitos nocivos que podem trazer, como o aumento do risco de HIV.
Outrossim, a desinformação é um fator estarrecedor, visto que a educação sexual ainda é um tabu e falar sobre sexualidade e formas de prevenção é tratado com preconceito. Consoante ao filósofo Immanuel Kant, “o indivíduo é aquilo o que a educação faz dele”. Nesse sentido, torna-se inaceitável que a população não receba ensinamentos adequados e seja intolerante com aqueles que querem repassar seus conhecimentos.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas. Urge que o Estado, mediante redirecionamento de verbas ao Ministério da Educação, adjunto ao Ministério da Saúde, planeje e desenvolva projetos e políticas públicas já pré-determinadas pela Constituição Cidadã, além de garantir, por meio das escolas, núcleos de debates sobre o assunto, com o intuito de esclarecer e desconstruir certas restrições. Dessa forma, poder-se-á asseverar todos os direitos necessários, e, por conseguinte, ter um país soberano.