O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 24/10/2019

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois esse seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade brasileira no que concerne ao aumento do índice de pessoas infectadas pelas doenças sexualmente transmissíveis. Com isso, urge refutar as causas desse cenário desafiador, como a influência midiática em simetria com a atuação escolar, com o fito de promover uma saúde assegurada através de uma sexualidade consciente para os cidadãos.

Sob esse viés, destaca-se a má influência midiática como estimuladora ao alastramento das altas taxas de DST  na população. Segundo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Consoante ao sociólogo, infere-se que a mídia pode ser encaixada como órgão de obscurantismo social, uma vez que não cumpre seu papel de reverter cenários que afetam a saúde pública. Não obstante, novelas, como “Malhação”, estimulam o sexo com variados parceiros, sem ao menos colocar a vista dos telespectadores o uso de preservativos. Logo, essa indução social deverá ser invertida pelos meios de difusão ideológica no país.

Paralelamente a isso, sobressai a negligência do ensino escolar como contribuinte para uma juventude permeada de relações sexuais arriscadas. De acordo com a UNESCO, em pesquisa realizadas em vários países, um programa de educação sexual nas escolas promove uma iniciação da atividade libidinosa mais tardia, além de aumentar o uso de preservativo entre os jovens. Contudo, no Brasil, o debate da sexualidade nas salas de aulas ocorrem, esporadicamente, dentro de outras disciplinas, panorama que dificulta uma efetiva conscientização dos alunos no que tange a importância da ação preventiva de patologias transmitidas sexualmente. Portanto, faz-se necessário políticas públicas mais eficaz no espaço escolar.

Destarte, entende-se que a propagação da DST , no Brasil, reflete a persuasão midiática somada a falta de comprometimento escolar com o tema. Assim, emerge-se imperativo que a mídia televisiva incite o uso de preservativos por seus telespectadores, por meio de campanhas, nas quais seus personagens apresentem as enfermidades ao não usar preservativos, a fim de promover a prática sexual segura. Ademais, compete ao Ministério da Educação inserir na Base Nacional Curricular, mediante planejamento com alguns especialistas da área de saúde, uma disciplina isolada sobre sexualidade para seus alunos, com o intuito de permitir uma formação de indivíduos mais responsáveis na vida sexual. Desse modo, as doenças sexualmente transmissíveis não serão mais um dos impactos da irresponsabilidade social no país.