O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 28/10/2019
O filme sul-africano ‘‘Yesterday’’ retrata as dificuldades de uma mulher após descobrir que foi infectada pela AIDS. Fora da ficção, é notório o aumento de infectados pela IST’S no Brasil. Nesse sentido, faz-se necessário debater sobre o tema, seja pela resistência ao uso de preservativos, seja pela falta de remédios nas unidades públicas de saúde.
Em primeira análise, a resistência ao uso de preservativos mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. De maneira análoga aos anos 80, quando muito se falava sobre as infecções sexuais, a redução dos casos de infectados fez com que houvesse uma diminuição no uso de métodos preventivos de IST’S. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, houve um aumento de 603% de casos de infecções como sífilis, gonorreia e clamídia. No entanto, todos elas podem ser evitadas com o uso de preservativos.
Além disso, o aumento de infectados encontra terra fértil na falta de remédios nas unidades públicas de saúde. Sabe-se que o tratamento adequado para as IST’S exige a ingestão de medicamentos de maneira rigorosa. No entanto, há atrasos constantes no envio de medicamentos para o tratamento das infecções. Dessa maneira, é cabível citar como exemplo, o atraso de medicamentos para o tratamento de HIV, AIDS e de preservativos no Mato Grosso.
Portanto, ações estratégicas são necessárias para controlar o aumento de infectados por IST’S no Brasil. Assim, o Ministério da Saúde, com o apoio de ONG’s e especialistas no assunto, deve desenvolver ações que revertam a resistência ao uso de preservativos e denunciem a falta de medicamentos nas unidades públicas de saúde. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, a fim de alertar a população sobre os perigos das infecções sexuais. Assim, a trama do filme ‘‘Yesterday’’ não será realidade no cenário brasileiro.