O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 03/02/2020

Com o advento da Revolução Industrial no século XVIII, as pessoas passaram a viver cada vez mais em cidades, sem mais a necessidade de constituírem grandes famílias, viu-se então o surgimento dos métodos contraceptivos. Hoje, no Brasil, esses utensílios estão “caindo” em desuso popular, causando, não apenas o controle de natalidade, mas também o crescente aumento de infectados pelas DSTs sendo consequência de tabus sociais e falta de investimento em informação.

Primeiramente, vale ressaltar que os tabus têm origem na Grécia Antiga, onde o ato sexual não era visto como algo anormal ou pecaminoso, pelo contrário, foi amplamente usado em ritos religiosos e festas denominadas Orgias, onde o sexo era a atração principal. Após a queda do Império Greco-Romano no século V, o cristianismo, que considerava, e ainda considera, esse tipo de relação como algo restrito ao casamento, longe dos locais públicos, deixou suas marcas na colonização brasileira, que com o passar do tempo, tornou o sexo em tabu social, culminando na desinformações e no aumento de casos de DSTs por falta de prevenção. A quebra desses paradigmas são de tamanha importância no âmbito da saúde pública.

Por outro lado, a falta de investimentos no quesito informacional deixa a desejar, segundo o site UOL, 21,6% dos jovens entrevistados ainda acredita que exista cura para a AIDS, evidenciando o desconhecimento da população acerca do tema.

Sendo assim, é necessário que o MEC, por meio de verba, contrate profissionais especializados em sexologia para promover a informação da população sobre os melhores meios para se evitar a contaminação pelas DSTs. Para que, dessa forma, possamos contribuir para uma sociedade mais protegida e saudável.