O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 01/03/2020

Ao afirmar, ‘Se queres prever o futuro, estuda o passado’. O filósofo chinês Confúcio faz, de certa maneira uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois a problemática das DSTs na sociedade não é atual. Posto que, o médico anatomista Gabrielle Fallopio, desde o século XVII já orientava seus pacientes a utilizar um saco de linho em torno do pênis, como método profilático contra a Sífilis. Certamente, essa adversidade persiste na atualidade seja por falta de informação do corpo social, quanto por ineficiência das campanhas de prevenção do estado.

Em primeiro lugar, é preciso considerar antes de tudo o efeito da desinformação a respeito das DSTs no problema.  Visto que uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo apontou que cerca de 40% dos jovens de 15 a 24 anos afirmam não usar o preservativo durante o sexo casual.  Além disso, segundo o Artigo 6 da Constituição Cidadã são direitos sociais, a educação, a saúde e a segurança. Entretanto, tais medidas não são realizadas na prática, logo,é necessário uma intervenção para que essa inaceitável questão seja modificada com o fito de alcançar a isonomia esperada pela sociedade.

Em segundo plano, destaca-se a ineficiência das campanhas de prevenção criadas pelo estado. Sem dúvida o método de abordagem do governo nas campanhas ainda enfrenta muitos tabus, herdados do pensamento deixado pela Igreja Católica durante a Inquisição no qual o sexo era visto como heresia. De maneira analóga, as campanhas dificilmente usam uma linguagem voltada ao público jovem, restringindo apenas ao ‘Faça sexo seguro, Use Camisinha’. Além disso, as campanhas são vinculadas a mídia de maneira sazonal, sempre em periodos de Carnaval e Ano Novo. Portanto medidas devem ser tomadas para evitar a perpetuação desse quadro nocivo á sociedade.

Logo, medidas precisam ser tomadas para a mudança desse cenário, a Sociedade Organizada deve pressionar o Ministério da Saúde para realizar campanhas publicitarias e palestras abertas ao público com sexólogos e especialistas da área com o intuito de alertar sobre as DSTs e ISTs bem como as suas consequências. Visando não somente o público jovem como também a compreensão parental sobre a importância de discutir a sexualidade de forma fluida. Assim, o trabalho iniciado por Fallopio, levará ao desenvolvimento da coletividade brasileira.