O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 01/04/2020
Dados do Unaids, programa das Nações Unidas, especializado na epidemia do HIV, indicam um aumento de 21% da doença no Brasil (de 2010 a 2018). Ademais, de acordo com o inquerito domiciliar PCAP (pesquisa de conhecimento, atitude e prática), em 2013, 21% dos jovens brasileiros achavam que a HIV possuia uma cura. Devido a isso, é evidente que o aumento de infectados por DSTs no Brasil se dá em consequência da desinformação, irresponsabilidade por parte do indivíduo e falta de propaganda preventiva.
Ainda de acordo com o PCAP, seis a cada dez adolescentes e adultos, de 15 a 24 anos, fez sexo sem preservativo no último ano (2012), sendo que 43,4% não se protegeu durante o sexo casual, tanto por optarem o não uso da camisinha, levado pela irresponsabilidade, quanto não ter o conhecimento de que poderia adquirir alguma doença sem restauração. Com isso, é visível o nível de alienação do indivíduo, tal desinformação é gerada pela falta de auxílio da escola, família e governo, ou até mesmo os 3 em conjunto.
Outrossim, no site da ONU a cientista social Carmen Barroso confessou que a disseminação de informações foi dada exclusivamente para as mulheres mais velhas, visto que as jovens sofrem o preconceito de terem vida sexual ativa. Assim, com a falta de base sobre o assunto para essa feixa etária (15 - 18 anos) é um dos principais fatores causadores tanto de DSTs quanto gravidez indesejada. Porquanto, é importante que as propagandas abranjam um alto índice de jovens-adultos, independentemente da faixa etária e sexualidade.
Portanto, para que o número de infectados por doenças sexualmente transmissíveis diminua no Brasil, é necessário que o governo, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação complementem as grade curricular com a educação sexual, para que os estudantes fiquem cientes das doenças que podem contrair se não obtiver a devida proteção, além do aumento de campannas públicas para atingir maior quantidade de pessoas possível com tais informações. Ainda por cima, não apenas os órgãos secundários devem agir, mas também o primário, ou seja, a família, que deve superar o ’tabu’ de conversar sobre esses assuntos, para assim passar conhecimento e conselhos adequados e evitar futuras enfermidades.