O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 15/05/2020

Na década de 80, o HIV foi considerado a epidemia do século XX. Cantores, no auge de sua fama, como Cazuza e Freddie Mercury, faleceram devido a doença. Atualmente, a banalização das Doenças Sexualmente Transmissíveis dificulta o seu combate. Nesse contexto, é importante compreender de que forma o descuido e outras causas levam, muitas vezes, a um grave quadro clínico.

Diante disso, é preciso entender que inúmeras são as causas que podem difundir as infecções. Sob tal ótica, a banalização do sexo desprotegido abre precedentes para a proliferação das DST’s, visto que jovens e adultos não demonstram medo ou preocupação. Ademais, a falta ou precária divulgação de dados sobre infectados à população dificulta o combate dessas doenças. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 200 milhões de pessoas são infectadas por ano. Dessa forma, é notório que há impactos na saúde pública e, ao mesmo tempo, pouca conscientização.

Como consequência dessas mazelas, é possível observar, lamentavelmente, graves problemas em seus portadores. Nesse sentido, homens e mulheres podem tornar-se estéreis, uma vez que as inflamações nos órgãos genitais causam impotência sexual e sendo capaz, também, de desencadear complicações graves e até morte. Por fim, pessoas infectadas estão sujeitas ao preconceito devido aos mitos contados e à falta de conhecimento da sociedade, gerando quadros de depressão na vítima.

Um grande desafio no Brasil, portanto, é promover uma saúde de qualidade a todos superando os problemas advindos das DST’s devido à falta de precaução e os relacionamentos fluidos da era moderna. Para tanto, o governo, por meio do Ministério da Saúde, deve investir em tratamentos adequados às pessoas que se infectam, além de elaborar estratégias de prevenção às DST’s. Nesse sentido, são necessárias campanhas publicitárias que orientem sobre sintomas, causas e prevenção, associadas à distribuição de remédios e preservativos a fim de erradicar a doença. Ademais, as famílias e escolas são essenciais para a conscientização dos jovens. Assim, é necessário que a escola trabalhe de forma mais assertiva, por intermédio de palestras que foquem na valorização da vida e consequências do sexo desprotegido. Por fim, é fundamental que a família esclareça as dúvidas dos filhos, desmistificando as DST’s e transmitindo confiança para que os jovens se sintam acolhidos em casos de doenças. Dessa forma, a questão deixará de ser um tabu e uma nova epidemia poderá ser evitada no século XXI.