O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 02/06/2020
Cazuza, Renato Russo e Freddie Mercury, além de serem cantores, eles têm outro ponto em comum: todos morreram durante luta contra a aids. Essa é apenas uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST’s), que assolam, não só os brasileiros, como a população mundial. Apesar de, atualmente, já haver o conhecimento sobre transmissão, preservação e tratamento da maioria das DST’s, ainda há grande avanço dessas no Brasil. Esse fato se dá ora pela exacerbada ignorância da população, ora pelas problemáticas que envolvem a cura de algumas dessas doenças. Portanto, faz-se necessário discutir o assunto a fim de encontra soluções.
Primeiramente, é importante ressaltar que uma das formas de prevenção das enfermidades supracitadas é o método de barreira, ou seja, uso da camisinha. Porém, constata-se um contraste à essa recomendação em uma pesquisa, realizada pelo site UOL, na qual 60 a cada 100 indivíduos, na faixa etária entre 15 e 24 anos, praticam relação sexual sem preservativo. Isso se dá pela falta de conhecimento por parte da população, pois, apesar de haver livre circulação de informações, advinda da globalização, não há grande atenção e, consequentemente, divulgação dos perigos causados pela doença. Ademais, nem todas as pessoas têm acesso às informações divulgadas, tomando como destaque os indivíduos de baixa renda, que não possuem aparelhos tecnológicos.
Em segunda instância, é fulcral pontuar que doenças como aids e sífilis enfrentam problemas com a recobra. A primeira não tem cura, e há, segundo estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde), aproximadamente 680 mil casos anuais. Já no caso da segunda mazela citada acima, existe dificuldade com a penicilina, primeiro antibiótico do mundo—descoberto pelo cientista norte-americano Fleming—sintetizado a partir de fungos do gênero Penicillium. Tal antibiótico não é patenteado e, por isso, possui baixo valor comercial, consequentemente, há baixa produção desses pela indústria farmacêutica, dessa forma, a gama de infectados supera a de medicamentos.
Então, medidas são necessárias para gradual desintegração da problemática supracitada. Desse jeito, a Organização Mundial da Saúde, deve divulgar os perigos advindos de DST’s, mediante palestras em escolas e universidades, páginas em redes sociais voltadas para tal assunto, além de conversas entre profissionais da saúde e famílias das periferias—onde há concentração da população com baixa renda. Com a finalidade de diminuir, consideravelmente, a ignorância dos indivíduos e, por consequência, o número de casos. Dessa forma, o Brasil poderá erradicar, gradativamente, essas mazelas e se tornar um país melhor.