O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 05/06/2020

A Organização Mundial da Saúde adotou o ter Infecção Sexualmente Transmissível (IST) em vez de DST pelo fato de esse último estar associado a sintomas e sinais visíveis no organismo, porém, algumas doenças podem não apresentar esses sinais e sintomas, como a herpes, desse modo, o termo infecção se tornou mais apropriado. Sendo assim, diante dessa adaptação, mudanças quanto o aumento dessas infecções precisam ser implantadas, seja pela questão da saúde das mulheres lésbicas e bissexuais, seja pelo impacto que essas infecções provocam nas relações sociais dos infectados.

Em primeira análise, é notório como a falta de homogenização quanto ao acesso aos tipos de preservativos afeta a população. Dessa maneira, segundo uma pesquisa divulgada pelo O Globo, em março de 2019, nos últimos seis anos, o número de preservativos femininos distribuídos pelo Ministério da Saúde não chega a 2% do de masculino, intensificando assim as formas de infecção das mulheres que tem relações sexuais com o mesmo sexo, pois a distribuição e informação quanto ao uso correto, ainda é um tabu.

Além disso, a exclusão social existente a respeito dos infectados afeta a descoberta da infecção e tratamento precoce. Dese modo, mesmo tendo um dos melhores tratamentos contra HIV/aids, reconhecido e recomendado pela OMS, o preconceito afeta essa intervenção, tanto para as infecções mais conhecidas, como as já citadas, quanto para aquelas menos faladas, como a herpes. Por conseguinte, a detecção do vírus é adiada, e assim, sua propagação não é contida pelo medo da exclusão e do julgamento social.

Destarte, são necessárias medias que atenuem o aumento de infectados por DTSs no Brasil. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, como órgão responsável pela manutenção do sistema de saúde nacional, promover uma maior distribuição de preservativos para mulheres em postos de saúde, promovendo nos mesmos palestras que visem a instrução quanto a utilização e a importância desse método contraceptivo, com o intuito de amenizar o tabu existente e promover uma diminuição do contágio entre relações bissexuais e lésbicas. Ademais, o Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Cidadania podem realizar campanhas televisionadas e presenciais em comunidades em relação a importância do apoio familiar nos momentos de detecção e tratamento das ISTs, promovendo a distribuição de preservativos nesses processos, objetivando além da prevenção a aceitação social dos infectados, visto que se tornar um portador do vírus não faz de você um ser esquecido