O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 11/06/2020
“O show deve continuar” essa é a tradução de uma das últimas canções compostas por Freddie Mercury, vítima da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), no contexto de sua iminente morte , mas traz na canção uma mensagem de esperança apesar de seu sofrimento. No que tange ao aumento de infectados por DST’s (Doenças Sexualmente Transmissíveis) no Brasil, muitos jovens no Brasil se preocupam prioritariamente na possibilidade da gravidez e se esquecem da possibilidade de contrair infecções sexuais. Ademais, se mostra preocupante o crescimento dos infectados por sífilis no país, uma vez que se trata de um mal silencioso e letal.
Os jovens são prioritariamente preocupados com a questão da gravidez, porém, com o advento das pílulas anticoncepcionais, muitos praticam o ato sexual desprotegidos. Nesse sentido, na década de 80 houve uma epidemia do vírus HIV, no qual se percebeu uma grande incidência na população homoafetiva, principalmente entre os homens, isso pela despreocupação com o uso da camisinha, o que potencializou a infecção pelo contato entre regiões de mucosa. Desse modo, a gravidade das DST’s devem ser expostas para se tornarem um objeto de preocupação entre os jovens, e não ser tratada como um assunto periférico.
Além disso, há uma crescente nos números de infectados por sífilis no Brasil. Nesse contexto, a sífilis é uma doença bacteriana que possui sintomas quase imperceptíveis no inicio e que podem desaparecer e nem serem notados. Por esse ângulo, o estágio mais grave é quando o vírus atinge o sistema nervoso central, fato que ocorreu com o renomado filósofo Friederich Nietzsche, que ao final de sua vida sofreu um grave quadro demencial, e, aos cuidados de sua irmã, escreveu obras sob a atmosfera delirante de sua cognição. Dessa maneira, uma doença dessa gravidade deve ser combatida, uma vez que a falta de conhecimento pode levar o jovem a ignorar os sintomas e não se tratar.
Dado o exposto, é necessário uma atuação do Ministério da Educação, por intermédio das instituições de ensino particular e privado, na promoção de aulas de ensino sexual dentro das matérias de biologia e sociologia. Com isso, conteúdos que já são abordados nessas disciplinas deverão ser aprofundadas pelos professores dentro e fora da sala de aula, através de projetos, palestras com sexólogos, psicólogos e médicos, além de provas e debates. Destarte, os jovens poderão ter maior contato com o conhecimento acerca do ato sexual seguro e se conscientizar socialmente e biologicamente sobre seu corpo. Só assim, por meio do conhecimento, o sexo não será um meio de morte, mas uma forma de se sentir vivo sem que o show se acabe.