O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 20/06/2020
A distribuição gratuita de preservativos no Brasil começou em 1994 com o intuito de prevenir doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Conquanto, hodiernamente, os índices dessas infecções crescem de maneira alarmante e a principal razão dessa realidade é a rejeição ao uso de camisinhas entre os jovens. Diante dessa perspectiva, não há dúvidas de que combater as DSTs ainda é um grande desafio para a saúde brasileira; o qual ocorre devido não só pela banalização e despreocupação com essas enfermidades como também pela falta de informação da sociedade.
Em princípio, é indubitável que desde a popularização da pílula anticoncepcional e os avanços no tratamento de doenças como AIDS, sífilis, gonorreia e HPV, houve um abandono no uso de preservativos entre os jovens. Por esse ponto, muitos tem uma falsa sensação de segurança, pois caso contraiam essas infecções há medicamentos que as combatem — a sociedade perdeu o medo que pairava há três décadas, quando era constante a morte de familiares, amigos e ídolos por essas doenças. Ademais, segundo pesquisas realidades pela DTK International, 47% dos jovens brasileiros não usam camisinha; eles não têm consciência da sua vulnerabilidade e do quanto essas doenças circulam pela sociedade. Nesse sentido, é imperioso orientar essa parcela da população com a finalidade de solucionar essa problemática.
Além do descuido juvenil, há também a ignorância como fator determinante para o aumento dessas enfermidades. Alude-se que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 5 milhões de brasileiros já foram contaminados em alguma ocasião. Apesar disso, muitos desconhecem os principais sintomas das DSTs e não tem noção das consequências da evolução dessas doenças. Sob esse viés, é notória a necessidade de instruir os jovens, todavia as campanhas criadas não conseguem atingir o público-alvo e o problema persiste. Portanto, é fundamental mudar o modo de enfrentar essas enfermidades com o objetivo de melhorar esse cenário.
Infere-se, destarte, que ainda há entraves para garantir a saúde sexual saudável entre os jovens brasileiros. Cabe, então, ao Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação inserir na matriz curricular o ensino à educação sexual, oferecendo além de aulas educativas, palestras acompanhadas de médicos com o propósito de orientar os jovens a respeito da utilização da camisinha e das possíveis complicações causadas pela renúncia de seu uso. Aliado a isso, também o Ministério da Saúde deve criar um aplicativo com informações sobre cada doença venérea, suas formas de contágio, seus sintomas e suas possíveis sequelas com a intenção de ensinar os jovens no seu espaço habitual, a Internet, e combater a desinformação. Assim, o Brasil poderá superar tais desafios.