O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 01/09/2020

A série “Elite” conta a história de uma jovem chamada Marina, que apresenta o vírus do HIV (imunodeficiência humana). Diante disso, a protagonista enfrenta inúmeros preonceitos e dificuldades, tanto físicos quanto psicológicos e nas suas relações interpessoais. A realidade brasileira não é tão diferente. Devido à ausência de informação e à descriminalização as taxas de Infecções Sexualmente Transmissíveis só aumentam.

Inicialmente, a série “Sex Education” retrata em um dos seus episódios a confusão por conta da  proliferação da clamídia, devido a ignorância sobre a infecção e seus sintomas. Nesse contexto, a trama reproduz corretamente a problemática em torno da ausência de informação sobre o seu próprio corpo. Dito isso, portanto, ao analisarmos a estrututura de ensino no Brasil, fica evidente o número expressivo de escolas, com filosofia ultrapassada, que não valorizam a educação sexual. Tal iniciativa cria um tabu sobre o assunto, dificulta a profilaxia contra essas doenças e a aprendizagem do uso de metódos preservativos.

Além disso, o preconceito contra pessoas portadoras de ISTs é antiga e ainda persiste. Na década de 1980 a doença causou terror e a mídia personificou a doença como o “câncer gay” ou “peste gay”. Atualmente com os avanços da medicina sabe - se que, todos os indivíduos estão propícios a contrair as ISTs, independendo de orientação sexual, classe, idade, gênero ou cor. Entretanto, infelizmente a população brasileira ainda apresenta o pensamento ultrapassado e preconceituoso que culpabiliza as minorias sociais como vetores das doenças, como prostitutas e homossexuais. Logo, a discriminalização dificulta a consciência dos riscos, os cuidados necessários e a procura de informação, tratamento e ajuda devido ao constragimento e o julgamento de terceiros.

Diante do exposto é notório que tanto a sociedade quanto a educação ineficiente são obstáculos para a diminuição das taxas de infectados no Brasil. Portanto, cabe ao Ministério da Educação tornar as aulas de educação sexual obrigatórias nas escolas para que os alunos cresçam sabendo dos cuidados e medidas necessárias para se prevenir à exposição do vírus. Além disso, as mídias devem promover propagandas, debates, palestras e informações sobre métodos de profilaxia nas relações sexuais para evitar futuros portadores do vírus. Por fim, feito isso, o Brasil poderia finalmente melhorar esse tabu e diminuir a incidência de transmissões.