O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 27/07/2020

As doenças sexualmente transmissíveis ou DST’s, são aquelas transmitidas, principalmente, pelo contato sexual. Nesse sentido, nota-se um aumento significativo no número de infectados no Brasil. Isso, é reflexo da falta de políticas públicas no país, além do fato de as DST’s serem tratadas como tabu, logo, são banalizadas pela maioria da população. Desse modo, medidas que transformem essa realidade, fazem-se necessárias, uma vez que, tal temática, tem-se tornado uma questão de saúde pública nacional.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que apesar de vivermos em um mundo globalizado, muitas pessoas ainda são desprovidas de informações, sobretudo moradores de periferia, de baixa renda e analfabetos. Tal fato, contribui significativamente para que, adolescentes ou jovens que estejam iniciando a vida sexual, não saibam dos males que uma relação sexual desprotegida pode trazer. Assim, além de uma possível gravidez, o jovem pode ficar exposto à doenças como sífilis, gonorreia, HPV e à tão temida AIDS. Além disso, é notório que a maioria dos jovens que possuem informações sobre as DST’s, acabam por banalizar as doenças, ao alegar que isso não aconteceria com eles, por exemplo.

Em segundo lugar, é necessário que se discuta as consequências que a irresponsabilidade de uma relação sexual sem proteção pode trazer. Assim, à nível físico, tem-se danos neurológicos, reprodutivos e até a morte. Ainda, à nível psicológico, tem-se o preconceito e a discriminação que pessoas portadoras de DST’s sofrem, já que tais doenças são tratadas como tabu na sociedade. Ademais, cabe ressaltar o aumento de gastos públicos com tratamentos e coqueteis para as doenças, fato que poderia ser evitado com políticas públicas e educação, tanto nas escolas, quanto em casa. Logo, tais consequências, são reflexo dos 40% dos jovens que não usam preservativo durante as relações sexuais, como mostra uma pesquisa realizada pela Unifesp.

A fim de atenuar o número de infectados por DST’s no Brasil, a correlação entre Ministério da Saúde e escolas, é de suma importância. Assim, ao primeiro, cabe a criação de políticas públicas que busquem modernizar as campanhas sociais com o intuito de alertar ao público alvo sobre as DST’s e a necessidade do uso de preservativo. Ainda, é importante que tais campanhas não sejam sazonais, mas sim decorrentes ao longo do ano. Já ao segundo, em parceria com o MEC, cabe a realização de debates e palestras no ambiente estudantil, a fim de retratar a existência das DST’s e como prevení-las. Ademais, é necessário que tal temática também esteja presente na grade curricular dos alunos. Dessa maneira, é possível que o número de infectados no país diminua de forma expressiva.