O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 19/09/2020
As décadas de 1980 e 1990, no Brasil, foram marcadas pelo aparecimento de uma preocupante doença, a Aids. Considerada como uma Doença Sexualmente Transmissível (DST), essa enfermidade, assim como outras, é transmitida, principalmente, quando há contato sexual com indivíduos contaminados. Mesmo após décadas de avanços médicos e científicos, o aumento de infectados por DSTs ainda é uma realidade para o Brasil.
Em primeiro lugar, é preciso considerar que a falta de educação sexual corrobora para esse aumento. De acordo pesquisas divulgadas pelo Ministério da Saúde, o uso de preservativo entre os jovens vem caindo com o tempo, o que revela uma falta de conscientização e informação por parte desse público. Dessa forma, esses indivíduos acabam se expondo à doenças como Aids, herpes, HPV, gonorreia, sífilis e diversas outras DSTs, além de aumentar o risco de gravidez na adolescência. Um reflexo dessa realidade são os recentes dados da ONU que revelam o crescimento de 7% na taxa de HIV na América Latina, na qual o Brasil representa mais da metade desses casos.
Em segundo lugar, deve-se levar em conta que essas enfermidades têm um impacto profundo na saúde dos indivíduos contaminados. Segundo a OMS 1 milhão de pessoas contraem DSTs todos os dias. Esse fato é alarmante para os órgãos nacionais e internacionais de saúde, uma vez que tais doenças e infecções influenciam diretamente na saúde dessas pessoas gerando distúrbios neurológicos, problemas de peso, lesões, diversos tipos de câncer e até mesmo a morte. Ademais, os indivíduos infectados com DSTs também sofrem grande impacto em vida emocional e social, como mostra o documentário: “Cartas para além do muro” no qual relata, dentre outros temas, os preconceitos e estigmas de quem é portador do HIV.
Como se vê, o aumento de infectados por DSTs ainda é uma realidade para o País. Destarte, faz-se necessário que o Ministério da Saúde, juntamente com instituições educacionais, leve conhecimento e informação, principalmente, aos jovens e adolescentes. Este deve ser realizado por meio de projetos, aulas e campanhas sobre educação sexual, a fim de diminuir os índices e taxas brasileiras de DSTs. Outrossim, cabe ao SUS ofertar atendimentos, tratamentos médicos e psicológicos e testes a tosos os indivíduos infectados, no intuito de tentar amenizar e solucionar as consequências trazidas por essas enfermidades.