O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 07/08/2020

Doenças oportunistas, sequelas e má formação congênita. Diversas são as consequências das DST’s (Doenças Sexualmente Transmissíveis) aos acometidos. Apesar disso,atualmente, há o crescimento do número de infectados no Brasil, devido a precariedade de informações fornecidas a população.Nesse contexto,é imprescindível o debate entre Estado e sociedade a fim de que os erros existentes sejam sanados.

A priori, pode-se apontar a displicência estatal frente ao assunto como causa para o aumento de 28,3%, segundo o Ministério da Saúde, dos casos de sífilis adquirida - que é uma DST - entre 2017 e 2018. Essa situação é percebida pela existência de campanhas de prevenção,com a distribuição de camisinhas, apenas em épocas festivas,como o Carnaval. Por consequência, a importância das medidas profiláticas para a inexistência das infecções é esquecida pela população ao longo do ano, o que corrobora para a maior ocorrência de sexo desprotegido e, assim, para o crescimento dos índices de doentes.

A posteriori, convém ressaltar a epidemia de AIDS - que é outra DST- ocorrida na década de 1980, que marcou e conscientizou uma geração de jovens. Atualmente, entretanto, também por consequência da inexistência da divulgação massiva das consequências e das características dessas doenças,como a supressão da imunidade ocasionada pela AIDS, diversas pessoas as consideram como um problema do passado.Esse fato é evidente à medida que houve a queda de 57% no uso de preservativos entre os jovens de 15 e 24 anos entre os anos de 2004 e 2015, segundo o Ministério da Saúde. Por conseguinte, isso demonstra a descrença e desinformação,sobretudo entre esse público, no que cerne às DST’s.

Portanto, é evidente a necessidade do debate entre Estado e sociedade.Cabe, respectivamente, ao Ministério da Saúde a criação de campanhas de conscientização, durante todo o ano, na internet e na televisão, mediante a contratação de artistas de diversas gerações e nichos representativos, com o objetivo de o público geral ser influenciado ao uso de preservativos de acordo com suas idades e opções sexuais; e ao Ministério da Educação o acréscimo na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) da obrigatoriedade da educação sexual, desde o primário,às crianças, assim, estas crescerão conscientes sobre a importância do sexo seguro para evitar as DST’s. Com isso, o Brasil reduzirá os índices de infectados ano após ano.