O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 11/09/2020
A atual termologia infecções sexualmente transmissíveis (IST’s), adotada em substituição a expressão doenças sexualmente transmissíveis (DST’s), se deu por conta da possibilidade de uma pessoa transmitir uma infecção causada por vírus ou microorganismos em suas relações sexuais. No Brasil, a propagação dessas infecções tem se tornado um sério problema nos últimos anos, haja visto que a sociedade tem feito descaso com os métodos de prevenção. Isso se evidência, principalmente pelo tabu da educação sexual na sociedade o que resulta no acréscimo de pessoas contaminadas por IST’s.
Primeiramente, vale lembrar que existem barreiras para resolver a questão da educação sexual, ainda considerada um tabu, principalmente entre as famílias. No Brasil, a matéria de educação sexual nas escolas para crianças e adolescentes não é algo obrigatório, o que acaba privando muitos jovens de adquirirem conhecimento amplo sobre a importância do assunto e os devidos cuidados a serem tomados nas suas futuras relações sexuais. Desse modo, é notório que a ausência da educação sexual nas escolas e em casa, torna os jovens veneráveis e mais propícios a gravidez precoce e contaminação por IST.
Além disso, deve-se abordar ainda que as estatísticas recentes do Brasil são alarmantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), diariamente, ocorrem mais de 1 milhão de casos de infecções sexualmente transmissíveis, doença essas que estão em alta no Brasil segundo pesquisas do Ministério da Saúde. Dentre as várias, as principais são: AIDS, sífilis, gonorréia e herpes, que quando não descobertas logo no início podem trazer consequências graves podendo levar o indivíduo a esterelidade, câncer de pênis, câncer no colo do útero, problemas na gestação e em casos mais graves podem levar o indivíduo a morte.
Nessa perspectiva, portanto, é evidente que temas polêmicos como este ainda são discriminados pela sociedade, o que torna o assunto um tabu que precisa ser quebrado. Deste modo, é mister que o Ministério da educação (MEC), atribua o conteúdo de educação sexual na grade curricular das escolas para que jovens e adolecentes reconhecam a importâcia do uso da camisinha e passem a se previnir. Além disso, a mídia, reconhecendo seu papel de influência, deve promover campanhas que alertem toda a população sobre a importância da realização de exames periódicos para indentificar possíveis infecções sexuais e passem a promover tratamentos das mesmas. Somente assim, o país estará avançando mais um passo no combate a esse mal de modo a quebrar o tabu da educação sexual e diminuir o n° de casos.